Espionagem ianque: o chefe de olho no subordinado

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O tempo passa e todo dia aparecem novas informações sobre a espionagem ianque de quem quer que seja. Não importa se o país é aliado ou inimigo, todos foram alvo das arapongas a soldo de Obama.

Salta aos olhos a deferência com que os protestos de Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, foi tratada por Obama após a revelação de escutas de seu celular pessoal. Pelo mesmo motivo, Dilma foi tratada como algo mais que um inseto, inclusive na Assembleia da ONU, diante de representantes de todo o mundo.

E à medida que vão sendo reveladas a conta gotas pelo monopólio dos meios de comunicação as informações sobre a espionagem ianque, saiu à baila que também a gerência Rousseff usa e abusa desses expedientes, brechando diplomatas iranianos, iraquianos, russos e outros.

Convenhamos, tudo isso não se trata de nenhuma novidade.

O que chama a atenção é o modo dois pesos e duas medidas que se tem usado pela gerência no Brasil. Senão vejamos.

Quando se revelou a espionagem de Obama a Dilma, esta o acusou de violação da soberania nacional, dos direitos humanos, etc.. Já quando veio à tona a arapongagem brasileira, a mesma Dilma o único que fez foi dizer que iria punir (sempre punir!) o responsável pelo vazamento dessa informação.

A espionagem do USA na semicolônia Brasil e a espionagem da Abin a diplomatas iraquianos, iranianos e russos são duas iniciativas que atendem aos mesmos interesses, mas não de partes antagônicas incorrendo da mesma falta a fim de alcançar objetivos opostos, ou pelo menos atendendo a dois interesses distintos, por assim dizer; ao contrário: a julgar pelos corpos diplomáticos bisbilhotados pela famigerada agência de arapongagem do velho Estado brasileiro, todos de nações estratégicas para os interesses do imperialismo ianque, e tendo em vista que esse velho Estado no fim das contas serve ao imperialismo, talvez a Abin na verdade esteja fazendo nada mais do que um trabalho para a NSA, a famigerada "Agência de Segurança Nacional" do USA, seja deliberadamente, seja no âmbito das "rotinas de produção" do servilismo semicolonial.

Mesmo que a espionagem da Abin a diplomatas estrangeiros atendesse a interesses nacionais, por assim dizer - sendo que nada que parte deste podre Estado vai de encontro aos interesses das massas trabalhadoras ou das classes populares em geral -, mesmo se assim fosse, como disse o jornalista estadunidense James Bamford em entrevista à BBC Brasil, no campo da espionagem internacional, enquanto a maioria dos países opera com serviços de inteligência equivalentes a "lançadores de morteiros", o USA detêm "uma arma nuclear".

Mas a percepção central que não pode fugir à mente do trabalhador brasileiro em meio a todas essas "denúncias" de espionagens, arapongagens e bisbilhotices de parte a parte é a de que é uma ilusão supor que o Brasil tem de fato uma "soberania" a ser resguardada e cultivada justamente sob um regime semicolonial perpetuado pelas classes dominantes vende-pátria "nacionais", com seus leilões do patrimônio do povo e com suas farsas eleitorais periódicas para promover o bom revezamento das forças oportunistas no gerenciamento do velho Estado brasileiro para os monopólios internacionais, este circo a que chamam "democracia".

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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