É proibido proibir?

Dois acontecimentos políticos envolvendo renomados artistas brasileiros, do meio musical e literário, são sintomáticos do momento por que passa o país. Primeiro, o polêmico discurso de Luiz Rufatto, representando a delegação brasileira, convidada de honra da Feira Internacional do Livro de Frankfurt, denunciando a situação de miséria em que vive a imensa maioria da população de nosso país. Segundo, a celeuma sobre a necessidade de autorização prévia para publicação de biografias, envolvendo ícones da música popular brasileira e o queridinho da Rede Globo/Regime Militar, Roberto Carlos.

Esses casos que, aparentemente, não possuem ligação entre si, demonstram como o movimento espontâneo das massas rebeladas pelo país obriga todas as classes e setores a se posicionarem, fazendo cair por terra o mito da "arte pela arte", alimentando o debate sobre o papel e o caráter de classe da arte e da própria imprensa.

É importante ressaltar que neste mesmo período vários conhecidos artistas se somaram à campanha pela liberdade de manifestação, convocando a população a irem mascarados aos protestos e que, no fim de outubro, diversos atores que compõem o elenco global participaram das mobilizações para a manifestação "Grito da Liberdade", contra a prisão de duas centenas de manifestantes no Rio de Janeiro.

Enquanto isso, o monopólio da imprensa fabrica mais uma falsa polêmica, que se expressa no rebaixamento do debate acerca da necessidade de autorização prévia para publicação de biografias. Pautadas pela Globo, praticamente todas as notícias e análises veiculadas pela imprensa venal a este respeito são uma verdadeira ofensa à inteligência do povo, através da qual busca-se criar uma falsa dicotomia entre a liberdade de expressão dos escritores e o direito à privacidade dos artistas.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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