Cantador Forrozeiro

Cantor, letrista, poeta e declamador, 'Santanna, O Cantador', é um nordestino que trabalha para enaltecer a cultura do seu lugar, os ritmos e a vida do povo da sua terra. Oriundo de uma família de artistas e desde a infância em contato com manifestações culturais importantes do Nordeste, Santanna procura passar toda essa influência para suas músicas e poesias.

http://www.anovademocracia.com.br/121/15.jpg

Nasci em Juazeiro do Norte-CE, uma cidade muito rica culturalmente falando, e ainda hoje a maior reserva de cultura popular do estado. Por conta disso, desde pequeno tive contato com os cantos de lavadeiras, as emboladas, os cantadores e violeiros, os aboios. Me disseram, inclusive, que ouvi meu primeiro aboio da parteira que atendeu minha mãe, chamada Maria Baião — fala Santanna, hoje radicado em Pernambuco.

Minha infância foi a de um menino pobre do Nordeste, porém, sonhador. Minha família não tinha condições financeiras de comprar brinquedos para mim, por conta disso eu esculpia meus brinquedos em tijolos, e enquanto isso ouvia muito rádio — recorda.

E não era somente através do rádio que a música estava presente na minha casa, porque entre meus familiares têm muitos músicos: rabequeiro, sanfoneiro, violonista, cantores e compositores. Há uma história de que um tio bisavô por parte de pai saiu lá do Exu (PE) para ser cantor de ópera no Rio de Janeiro — diz.

Toda essa vivência teve grande importância para Santanna na hora de escolher cantar a cultura popular.

Com certeza me influenciou muito. Musicalmente falando, o Nordeste é o berço de uma diversidade de ritmos: forró, baião, coco, maracatu, xaxado, frevo, ciranda, caboclinhos, arrasta-pés e muitos outros. Isso tanto nas capitais como pelos interiores, cada local tem a sua peculiaridade — diz.

Tento repassar a verdade que aprendi com meus ancestrais, por isso canto a minha terra da maneira que aprendi, com um jeito simples de gente que veio do interior e não perdeu as suas raízes, pelo contrário, faz questão de manter as suas tradições — continua.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza