Aula de fascismo na USP

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Assembleia dos estudantes que decidiu pela ocupação.

Desde as grandes manifestações de junho a população tem enxergado de forma mais clara como funciona a "democracia" em nosso país. Não bastasse a falta de educação e saúde, transportes precários, a falta de moradia e as inúmeras humilhações sofridas diariamente por milhões de brasileiros, quando as pessoas vão se manifestar são tratadas como "criminosas" pelos governos e pelas forças de repressão.

O movimento estudantil da USP sabe bem disso e tem sido posto a prova nos últimos anos. A cada nova luta na universidade, o monopólio da imprensa, o governo do estado e a reitoria de João Grandino Rodas lançam uma campanha histérica na tentativa de deslegitimar suas reivindicações e criminalizar o movimento.

Mas, independente disso, no dia 1º de outubro, em seu pleno direito de manifestação, os estudantes ocuparam a reitoria exigindo democracia na USP. Eles criticam duramente a forma como é escolhido o reitor da universidade e o fajuto sistema de lista tríplice, com o qual os nomes dos três candidatos mais votados são enviados ao gerente estadual Geraldo Alckmin, que decide quem será o vencedor. O pleito ocorre por colégios eleitorais que são representados majoritariamente por professores titulares.

Além do voto direto, os estudantes exigem a saída da Polícia Militar do campus. A presença da PM, alardeada como necessidade de "segurança", é tida pelo movimento estudantil como patrulhamento político, já que as lutas na USP têm sido intensas, e como uma afronta à autonomia universitária.

Após a entrada do pedido de reintegração de posse pela USP em 15 de outubro, a "justiça" havia determinado um prazo de 60 dias para estabelecimento das negociações. Porém, a direção da universidade solicitou a antecipação desse prazo e, em 4 de novembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela reintegração de posse imediata. Os estudantes decidiram resistir e permanecer no local. Na madrugada de 12 de novembro, a tropa de choque da PM cumpriu a reintegração. A combativa ocupação durou 42 dias.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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