Juiza pune posseiros e livra latifúndio

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Em 11 de junho de 2013, o judiciário de Rondônia emitiu sentença em favor do latifundiário Ilário Bodanese, ex-prefeito de Vilhena e ex-secretário de estado de Rondônia durante a gerência Cassol. Na fazenda Rio do Ouro, reclamada pelo latifundiário, já foram apreendidas grandes quantidades de armas por duas vezes e detidos diversos pistoleiros. Diversas lideranças e ativistas do movimento camponês já foram ameaçadas e perseguidas e dois camponeses sofreram tentativas de assassinato por lutarem pela posse das terras da Rio do Ouro, onde estabeleceram a área Barro Branco.

Na citada sentença, Ilário Bodanese foi absolvido por "falta de provas" no processo em que era réu, acusado de porte ilegal das armas apreendidas em sua fazenda no dia 2 de julho de 2011.

AND já publicou, em edições anteriores, notícias de apreensões de dois arsenais e muita munição em fazendas de Ilário Bodanese, a primeira vez em julho de 2011 e a segunda em fevereiro de 2012. Na primeira ocasião, pistoleiros também foram detidos portando armas de grosso calibre, acusados de tentarem assassinar dois camponeses.

Judiciário só pune pobres

A juíza Lilian Pegoraro Bilharva, a mesma que deu sentença favorável ao latifundiário Bodanese, em 22 de abril deste ano, atendendo denúncia do Ministério Público, condenou 18 posseiros e pequenos agricultores acusados de "terrorismo" e "formação de quadrilha". Esses posseiros, que tentavam retomar suas terras e moradias invadidas pela fazenda Caramelho, foram covardemente atacados por bandos de pistoleiros contratados pelo latifúndio e teriam ferido um desses pistoleiros durante a resistência.

Em setembro último, os camponeses retomaram suas terras, mas foram alvo de novo ataque, dessa vez, desferido pela Ouvidoria Agrária Nacional, através do desembargador Gercino da Silva Filho, que recomendou nova ação de reintegração de posse contra a área Barro Branco.

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