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Índia: Os maoístas recebem apoio internacional

Artigo de Ashutosh Bhardwaj originalmente publicado na edição de 25 de novembro de 2013 do The Indian Express. Extraído da página Signalfire e publicado em espanhol no blog Gran Marcha Hacia el Comunismo. Traduzido para o português e adaptado por A Nova Democracia.
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Conferência realizada ano passado em Hamburgo, Alemanha.

O Partido Comunista da Índia (Maoísta) emergiu como um exemplo para o movimento comunista do mundo, segundo os grupos revolucionários estabelecidos fora da Índia que se comprometeram a apoiá-lo. Esta revelação se pode somar com as preocupações do governo, que considera o grupo maoísta como “a maior ameaça à segurança interna” da Índia. O apoio ao PCI (Maoísta) se manifestou na primeira Conferência Internacional de Apoio a Guerra Popular na Índia, que contou com a presença de representantes de partidos comunistas de mais de duas dezenas de países. Ela foi celebrada há exatamente um ano em Hamburgo (Alemanha), em 24 de novembro de 2012, na ocasião do primeiro aniversário da morte do dirigente maoísta Mallojula Koteshwara Rao, o ‘Kishenji’, assassinado pelas forças de repressão em Bengala Ocidental.

Ainda que quadros destacados do PCI (Maoísta) venham estabelecendo contato com os revolucionários de outros países, essa foi a primeira vez que se celebrou um seminário internacional para manifestar apoio – financeiro, cultural e estratégico – ao grupo e enfatizou seu significado estratégico mundial. O seminário foi organizado conjuntamente pelo Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia e pela Liga contra a Agressão Imperialista de Hamburgo. O Comitê se formou em Paris em janeiro de 2010, considerando simplesmente a vantagem estratégica que o PCI (Maoísta) oferecia ao movimento mundial. Agora já conta com representações em vários países para apoiar o PCI (Maoísta).

Segundo a apresentação e os discursos feitos pelos representantes, disponíveis em The Indian Express, o PCI (Maoísta) se converteu em um “alicerce vermelho” para o movimento comunista internacional. “A vitória da guerra popular na Índia mudará o equilíbrio mundial de força entre o imperialismo e as nações oprimidas. A guerra popular na Índia é um ponto comum importante de referência para todos nós, é um alicerce vermelho para o movimento comunista internacional”, apontou o Partido Comunista da Áustria em sua apresentação.

“Aprendemos hoje o exemplo dos camaradas indianos de que a luta ideológica e a luta por estabelecer uma linha política correta e vermelha são os princípios básicos por meio dos quais se deve desenvolver a luta para construir o Partido Comunista Maoísta do proletariado”, acrescentou.

O Partido Comunista Revolucionário do Canadá apontou que o PCI (Maoísta) é “um bom exemplo de um partido revolucionário que tem sido capaz de romper com muitas das tendências sectárias no movimento revolucionário. Esperamos que possamos aprender todos esta experiência”. Os representantes mencionaram que enquanto em outros países “a luta contra o imperialismo é somente de resistência sem nenhuma expectativa”, os maoístas indianos “merecem ser observados”. Demonstrando o apoio estratégico que o PCI (Maoísta) recebe do estrangeiro, os representantes apontaram que se deve levar a cabo “passos concretos” para “coordenar” as forças que o apóiam. “A forma inovadora com que o PCI (Maoísta) é capaz de manejar a enorme diversidade de contradições na Índia... e o modo em que este partido combate pela unificação com a guerra popular... é um exemplo ao qual se deve prestar a máxima atenção”, afirmou a Liga Contra a Agressão Imperialista.

Os presentes na atividade disseram que cartazes sobre Kishenji e do dirigente maoísta assassinado Azad chegaram a 30 países, incluindo Colômbia, Canadá, Itália, Suécia, Áustria, Espanha, França, Alemanha e Turquia, ao tempo que estão crescendo as organizações para mobilizar o apoio. Os grupos partilharam experiências de como estão ampliando o apoio. A Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo do Brasil deu vários exemplos de como levaram a cabo ações de agitação diante do Consulado da Índia prestando apoio ao PCI (Maoísta). O Partido Comunista Maoísta da França afirmou que distribuiu milhares de panfletos e cartazes em diversas universidades.

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