USA reforça guerra contra os pobres

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No último 1º novembro o governo Barack Obama anunciou um corte no auxílio alimentação que afetará nada menos do que 50 milhões de estadunidenses. É gente que, hoje, não tem certeza de que no fim do dia, da semana ou do mês terá recursos suficientes para garantir as próprias refeições e as de suas famílias, situação que o léxico do capitalismo, craque em criar eufemismos para as suas chagas mais purulentas, chama de “insegurança alimentar”. Em bom português, trata-se do risco de passar fome, ou de já estar padecendo nesta que é a mais grave consequência da miséria generalizada e da degradação das condições de vida das classes populares - seja cá, na semicolônia, seja lá, na matriz.

Justamente no momento em que a pobreza avança sem parar, arregaçando o tecido puído da economia capitalista do USA, já em farrapos com a crise geral de superprodução relativa; no instante em que dados oficiais mostram que há o retumbante número de 49,7 milhões de pessoas vivendo na pobreza no USA, em mais um recorde, superando, e muito, o recorde registrado no ano passado, de 46,5 milhões de pobres, que por sua vez havia superado o recorde de 2011, de 46,2 milhões; neste cenário, e no contexto de também a administração Obama ora estar tentando reduzir o déficit público declarando uma autêntica guerra contra os pobres, o USA corta exatos US$ 36,00 no orçamento mensal para comprar comida das famílias estadunidenses pobres.

Entre 2007, ano em que os efeitos do agravamento da crise geral começaram a se fazer sentir de maneira mais dramática entre as classes populares, e o ano passado, 2012, o número de assistidos pelo programa de auxílio alimentação, chamado SNAP, sigla para o inglês Supplemental Nutrition Assistance Program, aumentou de 26 milhões para 47,6 milhões de pessoas, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso ianque (CBO). Da mesma forma, o típico abismo capitalista da desigualdade de renda entre ricos e pobres só faz aumentar no USA desde 2007.

Haiti: O modo Usaid de matar a fome...

É bom lembrar, a título de não se perder de vista que nem a crise nem a “austeridade” vêm de hoje ou de ontem, que em 1996 um cúmplice de facção de Obama, Bill Clinton, último “presidente” democrata branco, por assim dizer, antes do primeiro “presidente” negro chegar para dar feições mais amenas às guerras interna (contra os pobres) e externas (contra os povos), promoveu uma drástica redução do seguro-desemprego e dos auxílios por invalidez e deficiência do USA.

Não demora e Obama, ou seja lá qual for a figura de proa do Estado genocida ianque - democrata ou republicano, homem ou mulher, negro ou branco - implementará no USA um programa de “ajuda alimentar” semelhante àquele que o imperialismo empurrou goela abaixo, literalmente, do povo do Haiti.

No Haiti, a famigerada Usaid, a agência ianque para o “desenvolvimento internacional”, de braços dados com o oportunismo local e com a ONU, inventou um esquema chamado Tikè Manje (Cupom de Alimentos) que distribuía vales para compra de produtos como arroz, óleo e feijão, desde que esses produtos tivessem sido produzidos nos latifúndios do USA.

Veja como trabalha o imperialismo: esse programa de combate à fome, como outros que tais, predecessores e sucessores, como o Aba Grangou (Acabemos Com a Fome), bem como a derrubada de tarifas alfandegárias por parte de Porto Príncipe, sempre atendendo a requisições de Washington, tudo isso serviu para abrir as portas, no Hati, para o arroz estadunidense de produção subsidiada e, portanto, barata.

O resultado é que, se no começo da década de 1980 o Haiti importava menos de 20% de seus alimentos, agora compra mais de 55% deles no exterior, especialmente... do USA. “Chamam o programa de Derrotemos a Fome, mas, para mim, é Longa Vida à Fome”, cravou a coordenadora da Rede de Produtores Agrícolas de Dame Marie, Dejoie Dadignac, em recente entrevista ao Haiti Grassroots Watch, uma associação de veículos de comunicação independentes que tenta fazer frente às mentiras sobre aquela nação que partem do monopólio da imprensa burguesa internacional.

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