Juventude do choro

http://www.anovademocracia.com.br/122/15a.jpgJovem chorão, convicto da sua escolha, o paulistano Danilo Brito, com apenas 28 anos de idade, já tem muita história para contar dentro desse universo, desde menino participando de rodas do choro. Autodidata, Danilo foi praticando seu conhecimento sozinho em casa e nas rodas, ao lado de veteranos.

Meu pai, músico amador, bandolinista e cavaquinista, já estava com 50 anos de idade quando eu nasci. Tinha vivido a boa época da música instrumental, pelo menos o finalzinho dela. Ele me influenciou diretamente a gostar de choro. Posso dizer que nasci ouvindo choro nos discos de vinil da coleção da família — fala Danilo.

Comecei a tocar muito cedo. O registro em áudio mais antigo que tenho é com 5 anos de idade, em maio de 1990. Tocava cavaquinho e, paralelamente, bandolim. Depois fui me dedicando mais ao bandolim, tanto que hoje é meu primeiro instrumento, apesar de também gostar muito de cavaquinho.

A entrada oficial de Danilo no meio musical se deu aproximadamente aos 9 anos de idade.

Foi quando comecei a frequentar as rodas de choro no centro da cidade de São Paulo. Até então aprendia com os discos que ouvia. Tocava de ouvido. Colocava os discos ou aquelas fitas k7 e depois reproduzia no bandolim ou cavaquinho — conta.

Passei a frequentar as rodas de choro, primeiro na loja Del Vecchio, na rua Aurora, todos os sábados. Conheci lá o Antônio Rago, o Carlos Poiares, grande flautista — elogia.

E saindo da Del Vecchio, que fechava às 13 horas, nós íamos para a loja Contemporânea. Lá estendíamos até umas 15 horas. Saíamos ali a pé, eu e aqueles velhinhos tocando. De novo só tinha eu, o resto era tudo cabeça branca — brinca.

Dessa forma Danilo Brito foi crescendo musicalmente, adquirindo a experiência de hoje.

Aprendia uma música nova e ia praticar nas rodas de choro. Comecei a me apresentar profissionalmente aos 12 anos de idade, participando de diversos programas de rádio e televisão. Aos 13 gravei meu primeiro disco, com produção do Téo Azevedo — diz.

Aos 19 gravei meu segundo, por intermédio de um prêmio que ganhei, o VII Prêmio Visa Música Brasileira — Edição Instrumental — 2004. Como parte do prêmio tinha esse disco, intitulado Perambulando, que tem quatro músicas minhas e alguns clássicos do choro . Depois abri minha própria empresa, em 2008, meu próprio selo, e gravei mais 2 discos por ele. O CD Sem restrições, e depois um disco em homenagem ao violonista Luizinho 7 cordas — acrescenta.

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