Alexina Crespo, destacada lutadora do povo

A- A A+
Pin It
http://www.anovademocracia.com.br/122/11a.jpg
Alexina (sentada) em encontro com o Presidente Mao Tsetung

Em 14 de novembro, os camponeses, revolucionários e verdadeiros democratas do Brasil e do mundo perderam uma devotada combatente. Em decorrência de uma insuficiência respiratória, faleceu, aos 87 anos, Alexina Lins Crespo de Paula.

Alexina foi destacada dirigente das Ligas Camponesas nos anos 50 até meados da década de 60.

Apesar não ter origem camponesa, dedicou sua vida à luta dos pobres do campo. Foi uma grande mobilizadora e organizadora da luta pela terra. Ao lado de seu companheiro, Francisco Julião, fundador e dirigente das Ligas Camponesas, ajudou a construir um dos mais massivos movimentos camponeses da história de nosso país.

 Devido ao seu destacado papel, foi perseguida pelo regime militar fascista.

Com o golpe de abril de 1964, as Ligas Camponesas tiveram seus principais dirigentes presos, torturados e vários assassinados ou “desaparecidos” pelo regime militar. Forçada por essas duras circunstâncias, Alexina passou a desenvolver suas atividades revolucionárias como responsável pelas relações internacionais das Ligas Camponesas. Visitou diversos países, estreitando as relações com partidos e organizações revolucionárias. Em Cuba, realizou treinamento militar, demonstrando grande habilidade no manejo de armas. Cumpriu tarefas das Ligas no Chile, Suécia e na China. Reuniu-se pessoalmente com Mao Tsetung.

Retornando ao Brasil no final dos anos 70, apesar de não existir mais a organização das Ligas, continuou apoiando como pôde a organização e luta dos camponeses.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Em abril de 2010, enviou uma breve, mas forte mensagem à reunião ampliada da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres, durante homenagem prestada a dirigentes do movimento camponês combativo:

“Pode ser pouca coisa o que eu vou dizer, mas é de coração. Nós temos que seguir a luta. ‘Luta ou morte, venceremos!’, ‘Patria o muerte, venceremos!’. São palavras dos guerrilheiros de Cuba. A gente conviveu lá muitos anos. Anacleto [seu filho] falou agora. Eu não sei falar, não tenho essa facilidade de discursar, eu faço minhas as palavras dele.

Eu desejo que vocês multipliquem, centupliquem essa organização de vocês para todo o Brasil e, enquanto eu puder ajudar, enquanto eu tiver um alentosinho vou seguir lutando. Não sei como: falando, falando, falando, e até quem sabe uns murros, também posso dar.”

A direção do jornal A Nova Democracia, sua redação e colaboradores, os membros de seus comitês de apoio, lamentam profundamente o falecimento dessa grande lutadora de nosso povo.

O leitor pode conhecer mais sobre a vida e luta de Alexina Crespo assistindo o documentário Memórias Clandestinas, de Maria Theresa Azevedo, cujo trailer e trechos podem ser encontrados no You Tube.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja