Sacha e a Guerra: morro, mas não me rendo!

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Cena de 'A Resistência'.

Grandes acontecimentos históricos são sempre recheados de demonstrações de heroísmo por parte das massas e confirmam a máxima de Marx de que são elas que fazem a roda da História girar. São os heróis anônimos, que raramente aparecem nos livros ou documentários, mas cuja ação consciente é o que muda o rumo dos barcos nas grandes tormentas da humanidade.

É esse o caso da população de Brest, uma pequena cidade da Bielorrússia, primeira região da União Soviética a sofrer a enorme tragédia da invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Qualquer um que tenha estudado a respeito deste período já ouviu falar da bravura do Exército Vermelho e do povo russo na Batalha de Stalingrado, tendo sido esta saudada nos versos do belíssimo poema Carta a Stalingrado, de Carlos Drummond de Andrade.

Mas quem já ouviu falar da Fortaleza de Brest? Essa cidade situava-se num ponto estratégico do ponto de vista militar, pois guardava os caminhos que levavam às posições do Grupo de Exércitos do Centro, além de controlar os pontos de travessia do rio Bug, bem como a rodovia e a ferrovia que ligavam Moscou à Varsóvia, na Polônia. Por esta razão, foi a primeira região a ser atingida pela Operação Barbarossa de Hitler, que visava tomar rapidamente a fortaleza e controlar as posições do Exército Vermelho. O que os alemães não esperavam é que a cidade e os 8 mil combatentes nela posicionados fossem oferecer tamanha resistência.

Para fazer jus à brava luta de Brest e comemorar o aniversário da vitória soviética sobre os exércitos de Hitler, o diretor bielorrusso Aleksandr Kott lançou, em 2010, o filme Bretskaya Krepost (A Fortaleza de Brest), lançado no Brasil com o título A Resistência, no qual narra os dramáticos acontecimentos na perspectiva dos soldados da heroica guarnição do extremo ocidente da União Soviética.

Aclamada por diversos críticos de cinema, a película de Kott foi classificada como um dos melhores filmes de guerra dos últimos 20 anos. E não é para menos: toda a montagem e produção são espetaculares, desde o roteiro à fotografia, além da preocupação com a fidelidade histórica, tendo o roteirista submetido o texto à revisão do Museu da Fortaleza de Brest. A história é narrada em off pelo veterano Sasha Akimov. Através de suas memórias, Akimov nos transporta para o dia 22 de junho de 1941, data do ataque inimigo, quando ele, então um jovem de 15 anos, vivia as contradições típicas da sua idade, dividido entre a rivalidade com o irmão mais velho e a paixão pela bela Anya, quando é bruscamente lançado no meio do fogo da batalha que se seguiu.

Desde os primeiros minutos as cenas são impactantes e o cenário de guerra não deixa nada a dever aos clássicos filmes do gênero de Hollywood. Nem poderia ser diferente, se levarmos em conta o legado do cinema soviético para o campo cinematográfico. Sasha se revela, desde o começo, um dos heróis do filme e neste ponto merece todos os aplausos a interpretação do jovem ator Alexey Kopashov, que consegue nos fazer sentir toda a angústia de uma criança num campo de guerra. Todos os movimentos de câmera reforçam a sensação de estarmos dentro da cena. A sequência da narrativa, a maquiagem impecável e a tensão que paira no ar nos transmitem com crueza a violência física e psíquica que envolve um evento dessa natureza.

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