Abaixo o fascismo e a criminalização da luta do povo!

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Rebelar-se é justo!

Rafael Braga Vieira, catador de material reciclável, é o primeiro preso político condenado por ter participado dos protestos populares de junho/julho de 2013. Ele foi preso no Centro do Rio de Janeiro em 21 de junho, acusado de “porte de artefatos inflamáveis” e, desde então, não foi mais posto em liberdade. O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, negou a Rafael o direito de aguardar recurso em liberdade. Sua condenação é a primeira entre os presos políticos processados a partir dos protestos populares de junho e deixa patente o caráter de classe antipovo da Justiça por se tratar de um jovem de origem proletária.

Nosso povo, especialmente seus lutadores, já vêm há muito tempo sendo alvo da mais brutal repressão. Assim tem ocorrido com os operários que se rebelam contra as péssimas condições de trabalho e todo tipo de abusos nas grandes obras, com o movimento camponês combativo em luta pela terra, com os pobres nas periferias das grandes cidades, onde são tratados como lixo pelas forças da repressão e com a juventude que se levanta em protestos nas ruas por direitos e por democracia. A copa da Fifa apenas deu mais elementos à reação para incrementar a repressão e para a adoção de medidas fascistas como a “lei antiterrorista”.

Com o crescimento do protesto popular, elevou-se à enésima potência a grita de toda a reação através do monopólio dos meios de comunicação em uma histérica e odiosa campanha taxando os jovens combatentes por “vândalos”, “baderneiros”, “bandidos mascarados” e “infiltrados”. Tudo isso para tentar fazer crer a opinião pública que existe uma grande polarização na sociedade brasileira entre as forças de repressão e grupos de baderneiros desvairados.

O imperialismo, a grande burguesia, o latifúndio, a Fifa, todos os reacionários, exigem que o velho Estado puna os jovens que participam dos protestos com “rigor exemplar” e para isso não medem esforços. Milhares de manifestantes foram presos a partir de junho em diferentes regiões do país e contra eles foram abertos processos políticos sob acusações de “formação de quadrilha”, “porte de material explosivo”, entre outras.

No dia 7 de setembro ocorreram protestos em todo o país. As gigantescas manifestações de junho e julho fortaleceram, compactando-se em número e combatividade, de forma cada vez mais direta contra o velho Estado antipovo e vende-pátria. Nova onda de prisões, tortura de presos políticos em Belo Horizonte, disparos de munição letal pelas forças de repressão no Rio, ativistas presos acusados de “quadrilha armada” em São Paulo.

Em outubro, a greve dos professores das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro, uma das mais combativas da história, uniu trabalhadores e a juventude combatente em mais uma jornada de lutas. Mais uma vez o palácio do governo foi cercado e as massas, em sua maioria compostas pela juventude, enfrentaram com destemor as forças de repressão. Ônibus inteiros foram lotados de presos políticos que foram encarcerados em presídios de segurança máxima. Casas de ativistas foram arbitrariamente invadidas e revistadas e objetos pessoais roubados por agentes da repressão.

Também em outubro, uma grande revolta popular teve lugar em Jaçanã, zona Norte de São Paulo, contra o assassinato do jovem Douglas Martins por policiais militares. Em 9 de dezembro, 22 pessoas envolvidas nos protestos foram presas acusadas de vandalismo e outros crimes. No resto do país da mesma forma campeia a violência do velho Estado, como recentemente em Rio Pardo, pequeno distrito do norte de Rondônia, onde mais um despejo covarde e brutal de camponeses que lá viviam há mais de 20 anos enfureceu o povo, que incendiou as instalações da polícia e de órgãos ambientais do Estado e uma viatura da Força Nacional de Segurança. Mais uma vez o Estado respondeu com mais repressão, prisão e torturas.

No dia 6 de dezembro, duas jovens foram presas durante a combativa greve dos operários da construção civil de Belo Horizonte. Uma delas, sendo acusada de porte de material explosivo, foi mantida encarcerada durante uma semana no Departamento de Operações Especiais - DEOESP, enquadrada na lei de “desarmamento”.

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