Notícias da Guerra Popular

Índia: Justiçamento de inimigos do povo

Em 1º de janeiro de 2014, combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), capturaram dois homens acusados de serem informantes da polícia em Gaya, estado de Bihar. Os informantes Laxman Bhokta e Pervesh Prasad, que também eram ligados a Assembleia Legislativa de Bihar, foram submetidos a julgamento popular que os condenou a morte devido aos seus crimes contra o povo.

O blog Revolución Naxalita noticiou uma ação de aniquilamento seletivo levada a cabo pelo EGPL contra o policial Rup Singh Thakur, em Matda, no estado de Chhattisgarh. Rup Singh pertencia ao grupo paramilitar Salwa Judum, responsável pela tortura e assassinatos de milhares de camponeses, populações tribais, ativistas populares e simpatizantes do PCI (Maoísta) em diversas regiões do país.

Ataques contra alvos da reação

Em 25 de dezembro de 2013, combatentes do EGPL explodiram um prédio de escritórios do governo no distrito de Malkangiri, em Odisha. Os guerrilheiros ocuparam o edifício, incendiaram o local e desencadearam uma forte explosão, causando grandes danos a estrutura. Segundo a polícia, quatro das cinco instalações do prédio governamental foram  destruídas.

Os guerrilheiros deixaram um cartaz no local do ataque denunciando o massacre de treze pessoas acusadas de pertencerem ao PCI (Maoísta) pelas forças de repressão do Estado indiano em setembro passado. Também foram denunciadas operações militares e exigida a retirada imediata das forças de repressão da região.

No dia 28/12, unidades do EGPL detonaram uma ponte que era utilizada por tropas policiais para as operações contra os maoístas em Malkangiri. Dinamite foi usada para inutilizar a ponte que cruzava o rio Potteru e ligava as cidades de Padia e Kalimela.

A ação guerrilheira foi levada a cabo durante uma greve geral convocada pelo PCI (Maoísta) em repúdio aos assassinatos ocorridos em “falsos encontros” e contra a decisão do governo de intensificar a operação “Caçada Verde”.

Os “falsos encontros” são montagens de cenários de combate feitas pelas forças de repressão do Estado   indiano utilizadas para justificar os assassinatos de camponeses, tribais e guerrilheiros do EGPL. Muitas destas matanças são “oficialmente” apresentadas como resultados de confrontos armados, quando de fato são execuções e assassinatos covardes.

Dia 25/1 será o dia internacional de solidariedade  aos presos políticos indianos. Na próxima edição de AND divulgaremos as inúmeras atividades marcadas.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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