Lutas de Libertação Nacional

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Afeganistão: Ataque contra base conjunta da Otan e mercenários

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No dia 4 de janeiro, membros da resistência atacaram uma base conjunta da Otan e das forças de repressão mercenárias afegãs em Nangarhar, no leste do país. Um soldado invasor da Otan foi aniquilado durante o tiroteio.

Um veículo carregado com explosivos explodiu na entrada da base. Segundo informações, cinco membros da resistência teriam morrido no combate.

Comboio da Otan é atacado em base diplomática

Em 4 de janeiro, um comboio militar da Otan foi bombardeado ao lado de fora de sua base diplomática na capital Cabul, segundo os próprios invasores. Tal base é localizada próxima às embaixadas da Alemanha e da Itália. Nenhum soldado ficou ferido.

Fontes divulgadas pela imprensa internacional afirmam que o objetivo era alvejar um comboio militar próximo à entrada da base. O comando da Otan disse que ocorreu apenas a “detonação de um explosivo improvisado nos arredores de Camp Eggers”.

Repórteres da agência Reuters ouviram helicópteros, sirenes e um alto-falante convocando as tropas a se prepararem para assumir posições de defesa. Além disso, outra explosão foi registrada ao sul de Cabul.


Haiti: Exército brasileiro já gastou R$ 2 bi na invasão

Os gastos do “governo” brasileiro com a invasão do Haiti e a manutenção da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada no ano de 2004, ultrapassaram os R$ 1,9 bilhão em setembro de 2013, segundo o Ministério da Defesa, atendendo requerimento apresentado pelo jornal O Estado de S. Paulo com base na Lei de Acesso à Informação. Tal valor, corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ultrapassa R$ 2,3 bilhões.

Ainda de acordo com o levantamento do Ministério da Defesa, o ápice dos gastos da missão ocorreu em 2010, quando o valor dos desembolsos foi de R$ 673.855.411,25 - ou R$ 793.334.221,00 no valor corrigido pela inflação até setembro do ano passado.

O imperialismo, atolado com as guerras que promove ao redor do mundo, tem o exército brasileiro como sua tropa de choque para reprimir o povo haitiano. A gerência PT-FMI avalia que a Missão tem sido bem sucedida. Os frequentes levantes da população haitiana, que padece das inúmeras mazelas como a fome, a miséria, as epidemias, etc, tem feito cair a máscara dos invasores que, nada mais cumprem do que papel de força antipovo no país.

Segundo o Ministério da Defesa, a Missão pagou tudo o que devia ao Brasil pelas operações em solo haitiano até o fim do terceiro trimestre de 2013 e que os atrasos se devem a processos bancários.


Palestina: Nova Intifada se anuncia!

Segundo a agência Efe, em documento interno divulgado pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth, os serviços de “segurança” da Autoridade Nacional Palestina advertem para a possibilidade de uma nova Intifada caso as atuais “negociações de paz” com o Estado fascista de Israel fracassem.

Em 2000, quando explodiu a segunda Intifada, os confrontos tomaram grandes proporções e mais de 4.500 palestinos e mil israelenses morreram. Naquela ocasião, a revolta ocorreu devido ao fracasso das negociações de Camp David e após uma visita do então líder da oposição, Ariel Sharon, à esplanada das mesquitas em Jerusalém.

No dia 6 de janeiro, o secretário de Estado ianque, John Kerry, retornou ao USA sem conseguir um “acordo” entre Israel e as “autoridades” palestinas. Kerry se encontrou com políticos israelenses Avigdor Lieberman, ministro dos Negócios Estrangeiros, e com o líder do Partido Trabalhista, Isaac Herzog. Tais tentativas de “acordo” não passam de manobras para perpetuar o poder de Israel na região, o seu Estado artificial e genocida no Oriente Médio, e as “autoridades” palestinas não tomam parte na resistência daquele povo, se tornando instrumento de colaboração com o sionismo.

Os palestinos afirmam que Israel pretende manter planos de estabelecer assentamentos em áreas da Palestina. Outra medida crítica é o recente anúncio de um plano de anexação do Vale do Jordão por Israel.

Imigrantes protestam em Israel

Em seis de janeiro, cerca de dez mil refugiados do Sudão e da Eritreia realizaram uma grande manifestação em frente à embaixada ianque em Tel Aviv, exigindo o fim das detenções em massa de imigrantes no país.

Cinquenta mil imigrantes africanos que vivem em Israel decretaram uma greve geral a partir do dia 5 de janeiro, exigindo que Israel os reconheça como refugiados e liberte centenas de pessoas que foram presas e enviadas aos campos de detenção no deserto do Negev.

Devido a greve, restaurantes, hotéis e o departamento de limpeza de Tel Aviv ficaram sem funcionários. A prefeitura da cidade, sob a gerência de Ron Huldai, empregou vários refugiados, contrariando as decisões do governo israelense que proíbem os africanos de arrumarem emprego. Dezenas de donos de restaurantes manifestaram apoio aos protestos.

“Não posso suportar essa caçada humana que a polícia da imigração vem realizando nas ruas de Tel Aviv”, disse a ativista Orly Feldheim em declaração à BBC Brasil.


Morreu Ariel Sharon, assassino fascista

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Em 11 de janeiro de 2014, morreu o ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon, criminoso de guerra, responsável pelo massacre de Sabra e Shatila, no Líbano, em 1982, e pelas perseguições, torturas e assassinatos de milhares de palestinos.

Ariel Sharon galgou postos de comando no exército sionista fascista de Israel comandando ações de ocupação dos territórios onde hoje estão situadas a Cisjordânia e a Faixa de Gaza nos anos de 1960.

Em junho 1982, comandou a invasão do Líbano alegando retaliar militantes palestinos da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que teriam tentado matar o embaixador israelense em Londres. A invasão do Líbano foi uma das passagens mais sangrentas da história do Oriente Médio. As tropas genocidas israelenses assassinaram aproximadamente 18 mil libaneses, cerca de 10 mil ativistas sírios e palestinos da OLP, dezenas de milhares de pessoas ficaram feridas. Nesse mesmo ano, em setembro, no território ocupado pelas tropas israelenses, ocorreu o massacre mais abjeto, que revoltou todo o mundo. No campo de refugiados de Sabra e Shatila, mais de 3.500 palestinos, entre eles mulheres, velhos e crianças, foram brutalmente assassinados. Ariel Sharon foi condenado pela própria Corte Suprema de Israel, que considerou o ministro da defesa (à época do julgamento) pessoalmente responsável por esse crime hediondo, afastando-o do posto.

Em 2001, passou a ocupar o posto de primeiro-ministro e iniciou a construção do muro do apartheid da Cisjordânia, que separa Israel do território palestino.

No início dos anos de 2000, após uma série de provocações encabeçadas por Ariel Sharon, estourou a Segunda Intifada (a primeira ocorrera em 1987). Milhares de massas se levantaram em toda a Faixa de Gaza e Cisjordânia, numa grande revolta popular em resposta às atrocidades cometidas por Israel fascista.

A partir de meados dos anos de 2005, sua saúde declinou até sua morte recente. Além de ocultar os crimes hediondos desse esbirro genocida, o monopólio das comunicações se rasgou de elogios a Ariel Sharon, tratando-o como “promotor da paz”, entrevistando puxa-sacos para elogiá-lo e tergiversando sobre seu papel funesto.

 

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