Dez milhões de encarcerados no mundo

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No final de novembro a organização Centro Internacional de Estudos Penitenciários (ICPS, na sigla em inglês) divulgou um estudo cujo resultado aponta para um número aterrador: já passa de 10 milhões o total de pessoas presas em cadeias e penitenciárias em todo o mundo.

O próprio ICPS, entretanto, admite deficiências em sua contabilidade. A China, por exemplo, informou apenas o número de presos já condenados, e a Coreia do Norte não informou o número de pessoas que mantém encarceradas. Os pesquisadores estimam que, a se somar estes dados ausentes, o total da população carcerária global deve passar de 11 milhões de pessoas.

O USA, com suas políticas de “tolerância zero” com negros, latinos e com quem não mede esforços para ganhar a vida em meio a tanta precariedade e com a rebeldia dos jovens contra a repressão contumaz e as condições de pobreza a que estão submetidos, lidera absoluto o ranking do encarceramento em massa, com um total de 2.239.751 pessoas mantidas em cárcere em suas incontáveis prisões.

O Brasil aparece no quarto lugar, atrás ainda de China e Rússia, com uma população carcerária de nada menos que 548.003 pessoas, mas supera até mesmo a China capitalista e altamente repressiva quando a conta é dos presos por 100 mil habitantes. Sob este aspecto, o da taxa prisional, a África do Sul do recém morto Nelson Mandela, que teria acabado com o apartheid, aparece à frente do Brasil e da China, mantendo presos 294 a cada 100 mil dos seus cidadãos.

O ICPS informa que em 15 anos a população carcerária global aumentou 30%. No mesmo período a população mundial não aumentou mais que 20%. Fica claro que, longe de ser qualquer coisa parecida com coincidência, a disparada do número de gente jogada nas prisões do planeta põe às claras qual é o “remédio” dos Estados para a deterioração das condições de vida dos povos, para a progressivo desmantelamento dos direitos e garantias das massas trabalhadores, a que chamam de “Estado de Bem-Estar Social”, para a crescente insatisfação e insubordinação das classes populares de todo o planeta ante as políticas de fome e morte no esteio do agravamento da crise geral do capitalismo.

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