Bancos, “justiça” e polícia contra o povo

No último 5 de janeiro ativistas do movimento Plataforma dos Afetados pela Hipoteca, que luta pelo direito a uma moradia digna promovendo a “recuperação”, pelo povo, de imóveis alvos de ações de despejo movidas pelos bancos e executadas pela polícia, ocuparam um prédio de apartamentos no bairro de Malasaña, na capital da Espanha, Madri.

Dezenas de pessoas, que carregavam uma enorme faixa com os dizeres “Junto Podemos! Parem os despejos!”, conseguiram retomar das mãos dos bancos, à força, um prédio que havia sido alvo de um despejo. Vazio desde 2009, para regozijo da prática da especulação imobiliária por parte de seu proprietário, o Caixa Bank, o edifício foi ocupado entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, quando as forças de repressão do Estado espanhol foram mobilizadas, expulsando dezenas de famílias do local.

A corajosa ação de “recuperação” do prédio do bairro Malasaña para o povo não foi um ato isolado. O prédio foi o décimo quinto em toda a Espanha recuperado pela Plataforma dos Afetados pela Hipoteca, através de sua organização para ações deste tipo, o coletivo Obra Social. Seus líderes dizem que já conseguiram realojar mais de 700 famílias expulsas de suas casas pela via dos infames despejos do Estado espanhol.

Dados recém-divulgados dão conta de que a tal “justiça” da Espanha mandou despejar mais de 214 famílias por dia no país, em média, entre os meses de janeiro e setembro de 2013, o que dá um total de 58.604 ganhos de causa para os bancos. O número de despejos aumentou em várias regiões da Espanha em relação a 2012, mostrando que o Estado espanhol, quando se diz empenhado em superar as dificuldades da crise, expressa um compromisso com os capitalistas, e não com as massas trabalhadoras.

Só no terceiro trimestre do ano passado foram realizadas na Espanha mais de 17 mil execuções hipotecárias, jogando na rua milhares de trabalhadores castigados pela deterioração do mercado de trabalho no país, pelas demissões, reduções salariais, cortes de direitos e etc.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin