Juventude violeira

A- A A+

Aos 20 anos de idade, e desde os 11 na estrada da música caipira, Bruna Viola quer levar o gênero até o conhecimento de toda juventude brasileira. Natural de Cuiabá, MT, grande admiradora e seguidora de Tião Carreiro, Bruna vem fazendo shows por várias cidades e estados brasileiros, e conquistando pessoas até de fora do país.

http://www.anovademocracia.com.br/124/14a.jpg

Minha paixão pela viola caipira vem desde pequenininha, quando frequentava a fazenda do meu bisavô materno. Ele gostava muito desse estilo musical e eu estava sempre em sua companhia pela fazenda. Assim criei um amor infinito pelo instrumento Viola Caipira e pelas músicas de raiz — conta Bruna.

Na verdade, a música corre nas minhas veias, pois meus avós e meus tios maternos são todos músicos. Meus avós criaram os 5 filhos na música, mas não tocavam o estilo moda raiz e sim MPB, seresta etc. A moda caipira mesmo foi pura influência do meu bisavô.

Entre as modas de viola que ouvia sempre existiu uma preferência por Tião Carreiro e Pardinho.

Tião Carreiro é meu grande ídolo. Inclusive ano passado, em 15 de outubro, completaram 20 anos sem esse nosso mestre, e em homenagem a ele fiz uma tatuagem da sua caricatura no braço. A dupla que mais ouvia quando pequena sem dúvida era mesmo Tião Carreiro e Pardinho, que sempre serão meus grandes ídolos. Porém, também ouvia e ouço muitas outras duplas que considero muito importantes, como Ronaldo Viola e Praiano, Goiano e Paranaense, Cacique e Pajé, Zé Mulato e Cassiano, e mais — relata.

A princípio, ainda bem menina, Bruna começou a tocar violão, mas, aos 11 anos de idade, ganhou sua primeira viola caipira e decidiu dedicar-se somente ao instrumento.

Foi nela que aprendi a tocar o Pagode em Brasília, minha paixão, sempre inspirando-me na dupla Tião Carreiro e Pardinho. Mais tarde me inspirei também em Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Zico e Zeca, Liu e Léo, Goiano e Paranaense, Almir Sater, Renato Teixeira, Rolando Boldrin, Inezita Barroso, e em vários outros artistas sertanejos regionais e nacionais para aprender mais de viola — expõe.

Assim que tive contato com o instrumento já comecei a fazer apresentações. Também foram surgindo convites para participar de programas regionais na televisão, e assim fui me profissionalizando, construindo uma carreira — diz.

Para se aprimorar, entre outros cursos, Bruna estudou técnica vocal e teoria musical no Conservatório Dunga Rodrigues, em Cuiabá, e foi criando seu jeito de tocar.

Minha pegada musical é bem ‘pra cima’, um estilo de viola caipira bem jovem e arrojado, porque minha intenção principal é atingir a juventude. Quero fazer com que eles ouçam a música caipira, entendam, interpretem e sintam cada história, cada verso.

Essas músicas são muito importantes porque sempre contam uma história da roça, também falam de amor, e até relatam acontecimentos tristes. Enfim, estão sempre retratando algo da vida do campo que é importante saber — fala Bruna.

Quanto a fazer músicas, isso ainda não aconteceu. Gosto muito de criar solos instrumentais, porém inspiração para compor letra e melodia ainda não vieram, mas, quem sabe um dia.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja