Matança de operários no PAC

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Somente nas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, localizadas no Rio Madeira, em Rondônia, dados oficiais contabilizam 16 mortes desde o início das obras.
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Em 4 de janeiro, Amilton Ambrósio de Carvalho, operário da Usina Hidrelétrica de Jirau, localizada a cerca de 150 km de Porto Velho – RO, morreu em decorrência de uma forte descarga elétrica quando fazia serviços em um compartimento denominado elevação AM, 40 metros abaixo do nível do Rio Madeira. Amilton exercia a função de eletricista montador e era funcionário da Enesa Engenharia, empresa responsável pela instalação das turbinas da UHE Jirau.

Segundo reportagem produzida por Bruno Fonseca e Jessica Mota para a Agência Pública em novembro do ano passado, as usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antônio, receberam, até o momento, do BNDES (leia-se dinheiro público), respectivamente, R$ 9,54 bilhões e R$ 6,13 bilhões e, juntas, são alvo de “22 processos ajuizados pela Procuradoria do Trabalho da 14ª Região, contra gigantes como Odebrecht e Camargo Corrêa, dentre outras” empresas que compõem os consórcios construtores das usinas. Ainda de acordo com a reportagem, desde 2008, quando as obras começaram, até outubro de 2012, treze operários já haviam morrido na construção das usinas de Jirau e Santo Antônio.

Desde a publicação dessa reportagem, pelo menos outras três mortes de operários ocorreram nessas usinas, sendo duas em Jirau: a do eletricista Edinaldo da Silva Souza, em 5 de março de 2013, em decorrência de uma descarga elétrica; e do eletricista de manutenção Antenor Rocha Nahum, em 20 de setembro de 2013. Na UHE Santo Antônio, no dia 11 de outubro de 2013, o soldador Francenilson Souza Veras morreu após queda de um andaime.

São inúmeras as denúncias de condições degradantes de trabalho, aliciamento, péssimos alojamentos e alimentação precária não somente em Jirau e Santo Antônio, mas em várias outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC do governo federal, onde os operários são forçados a essas condições sob a mira dos fuzis da Força Nacional de Segurança, a guarda pretoriana da gerência Luiz Inácio/Rousseff.

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