25 de janeiro: Dia Internacional de Solidariedade e Luta

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Pela libertação dos presos políticos da Índia

25 de janeiro foi marcado por ações em todos os continentes pelo Dia Internacional de Solidariedade e Luta em defesa dos presos políticos da Índia. Esta campanha, iniciada em janeiro, seguirá durante todo o ano em defesa dos presos políticos e prisioneiros de guerra revolucionários de todos os países, exigindo liberdade e, ao mesmo tempo, melhores condições carcerárias, o reconhecimento da condição de preso político, etc. Enviamos à redação do AND a compilação das atividades promovidas em diferentes países divulgadas até o momento.

Chile

O jornal El Pueblo publicou artigo saudando a campanha internacional de solidariedade destacando que “hoje, o que para o imperialismo e os revisionistas é a ‘maior democracia do mundo’, tem mais de dez mil presos políticos revolucionários sob a acusação de participar ou prestar apoio a guerra popular. O número crescente de presos políticos revolucionários demonstra o desespero do imperialismo, que não pode controlar a explosão das massas encarnada na guerra popular”.

Brasil

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O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) confeccionou cartazes denunciando as terríveis condições carcerárias, as torturas e assassinatos de presos políticos e prisioneiros de guerra na Índia. Ativistas da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) distribuíram panfletos para a população na Central do Brasil, Centro do Rio de Janeiro, enquanto erguiam uma grande faixa com os dizeres: “Libertação Incondicional dos Presos Políticos da Índia!”.

Irlanda

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Ativistas concentraram-se diante da embaixada da Índia em Dublin e protestaram em solidariedade aos presos políticos. Ativistas antiimperialistas e militantes de diversas outras organizações populares e democráticas ergueram faixas exigindo o fim da “Operação Caçada Verde” e pela libertação imediata dos ativistas prisioneiros de guerra indianos. Uma bandeira vermelha confeccionada por prisioneiros de guerra maoístas da prisão irlandesa de Port Laoise foi orgulhosamente desfraldada junto com faixas e cartazes em solidariedade aos presos políticos da Índia.

Itália

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Ativistas de organizações revolucionárias e democráticas realizaram uma campanha nacional com distribuição de panfletos, fixação de cartazes, bandeiras vermelhas, pichações e comícios em concentrações de estudantes e trabalhadores. Ocorreram agitações em Milão, Bergamo, Palermo, Roma, Taranto, Bolonha, Brescia e Rávena. Também foram promovidas atividades culturais com exibições de filmes sobre a luta dos povos na Índia, jantares de solidariedade e outras atividades.

Índia

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Na índia, além dos protestos e denúncias que partiram dos próprios presídios, houve relatos de manifestações populares de solidariedade como em Manipur, onde condutores de riquixás (pequena carruagem movida com tração humana) e comerciantes utilizaram bandeiras e distintivos negros em apoio ao Dia Internacional de Solidariedade e Luta.

Espanha

Organizações, blogs e páginas na internet realizaram importante trabalho de divulgação da campanha internacional. Citamos aqui o empenho dos blogs Gran Marcha Hacia el Comunismo, Revolución Naxalita, Maoist Road, Odio de Clase, Dazibao Rojo, entre outros, pelo trabalho de tradução e difusão de materiais de outras organizações sobre a campanha e seu compartilhamento com organizações políticas e classistas e personalidades democráticas de outros continentes.

Galícia

O Comitê Galego de Apoio a Guerra Popular na Índia promoveu colagens de cartazes em inglês e espanhol e enviou uma carta ao embaixador da Índia no Estado espanhol subscrita por várias personalidades democráticas denunciando a situação e manifestando sua solidariedade aos presos políticos da Índia.

Alemanha

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A Aliança Contra a Agressão Imperialista promoveu colagens de cartazes e reuniões com exibição de filmes em Hamburgo.

França

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Na França foram realizadas ações de rua, como pichações e fixação de bandeiras e faixas em apoio à luta dos povos e em solidariedade aos presos políticos na Índia.

Inglaterra

Em Londres, ativistas fixaram cartazes em várias partes da cidade sobre o Dia Internacional de Solidariedade e Luta convocando a população a apoiar a campanha.

Também há relatos de atividades na Áustria, Sri Lanka e outras localidades, mas, devido às dificuldades de tradução e limitações de espaço para publicação, não podemos divulgar todas essas importantes ações detalhadamente.

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Tortura em larga escala

O blog Revolución Naxalita reproduziu trechos do artigo 'A tortura é um método rotineiro de interrogatório na Índia: WikiLeaks', publicado no periódico britânico 'The Guardian" em dezembro de 2010 e extraído da página www.infochangeindia.org. Reproduzimos alguns trechos:

"Um telegrama diplomático vazado na série ininterrupta de vazamentos pelo Wikileaks mostra uma afirmação da Cruz Vermelha, obtida em visitas ao local, da tortura generalizada de presos na Cachemira pelas forças de segurança indianas.

A revelação dos telegramas diplomáticos secretos ianques pela página de denúncia Wikileaks tem mostrado a tortura generalizada por parte da polícia e as forças de segurança indianas contra presos na Cachemira, comprovados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e denunciado os diplomatas do USA.

Os abusos incluem choques elétricos, espancamentos e humilhação sexual.

A equipe do CICV informou aos diplomatas do USA que realizaram 177 visitas a centros de detenção em Jammu, Cachemira e outros lugares da Índia, entre 2002 e 2004, e se reuniram com 1.492 presos. Em 852 casos, os presos informaram maus tratos, assinalou a CICV. 171 sofreram espamentos; 681 disseram que haviam sofrido uma ou mais de seis formas diferentes de tortura. Estes incluíam 498 casos em que se empregou choques elétricos; 381 haviam sido suspensos no teto; 294 haviam esmagado os músculos das pernas, sentando-se em uma barra colocada entre as coxas; a 181 haviam estirado as pernas; 234 torturados com água e 302 casos de abusos sexuais."


Greve de fome

Segundo informou o periódico 'The Times of India', no último dia 16 de janeiro, mais de 200 presos, homens e mulheres, encarcerados na Prisão Central de Lok Nayak Jai Prakash, em Hazaribag, fizeram uma greve de fome exigindo que fossem imediatamente libertados os presos que já haviam cumprido sua pena.

Eles exigiam que 31 presos que haviam cumprido suas penas no cárcere há dois e até quatro anos deviam ser postos em liberdade imediatamen- te. Além disso, mais cedo, um grupo de prisioneiros dirigidos pelos líderes maoístas Narayan Sanyal, Ravi Sharma e Narayan Reddy, juntamente com aqueles cujas sentenças que variam de 10 a 20 anos também foram cumpridas, mas que ainda não foram libertados, havia planejado intensificar a agitação dentro da prisão se suas demandas não forem atendidas até 26 e janeiro. Todos os cerca de 1300 presos do cárcere se declararão em greve de fome indefinida a partir de 30 de janeiro.

 

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