As batalhas dos trabalhadores em educação

A- A A+
http://www.anovademocracia.com.br/125/09.jpg
Profissionais da educação do RJ realizaram histórica jornada de lutas em 2013.

Ocorreu dos dias 16 a 19 de janeiro em Brasília-DF o 32º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O evento custou milhões de reais e foi marcado pela defesa desesperada feita pelos oportunistas da CNTE/CUT das nefastas políticas da gerência Dilma-PT e a escancarada prática da conciliação de classes.

O número de 2.300 delegados presentes poderia ser algo significativo se não servisse para esconder as manobras rasteiras feitas pelos dirigentes burocratas da CNTE. A esmagadora maioria dos delegados era constituída por dirigentes sindicais pelegos cuja “eleição” foi fruto de acordos entre as forças políticas controladas por PT/PCdoB/etc., e não através de uma ampla e democrática discussão feita em assembleias e pela deliberação pelos trabalhadores de base.

Tudo no congresso foi montado para impedir o debate político. Bandeiras e faixas foram proibidas e o valor cobrado pelo aluguel de stands para a exposição e venda de materiais pelas delegações chegou a absurdos R$ 1.100.

O MOCLATE – Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação interviu dentro e fora do congresso, nas plenárias e grupos de trabalho. Foi feita a denúncia contundente da destruição da escola pública e do peleguismo que impera na CNTE e na direção dos sindicatos que a integram. Ativistas do MOCLATE tiveram que enfrentar a segurança do evento para panfletar o boletim do movimento e expor materiais de divulgação e em apoio ao movimento camponês combativo.

Desmascarar o oportunismo

Durante todo o evento os dirigentes pelegos se esforçaram para dizer que vai tudo bem com o ensino público do país, que as manifestações de 2013 não passaram de reivindicações difusas e que foram fruto do aprofundamento da “democracia” brasileira, como afirmou Dilma/PT em rede nacional na época. Esforçaram-se para defender o atual governo do oportunismo, pintando-o de democrático e popular, em uma clara política de conciliação de classes.

Durante as plenárias, a cúpula da CNTE/CUT teve o descaramento de avaliar como positivas as minguadas “greves nacionais” de três dias convocadas nos últimos três anos.

O positivo deste período, podemos afirmar, foi a expressiva combatividade demonstrada pelas centenas de milhares de educadores que realizaram greves nos municípios e estados, que levantaram as reais demandas dos professores, funcionários, estudantes e pais de alunos. As direções dos sindicatos ligados à CNTE em todo o país claramente não levaram a luta a termo e fizeram um movimento apenas de aparência, sem dar nenhum real enfrentamento contras as nefastas políticas educacionais implementadas pela atual gerência do velho Estado brasileiro.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja