RJ: “A Guarda Municipal é inimiga do povo”

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Viatura da GM foi virada pelos camelôs no centro do Rio

Na tarde do último dia 24 de janeiro, a reportagem de A Nova Democracia estava cobrindo um ato-panfletagem na Central do Brasil, Rio de Janeiro, quando recebeu a informação de um confronto entre camelôs e a Guarda Municipal na região do camelódromo da Uruguaiana.

Antes de irmos ao local, nos deparamos com várias viaturas da Guarda com vidros quebrados retornando para o seu posto localizado ao lado da estação de trem. Era apenas uma prévia do que veríamos alguns minutos depois.

Na Uruguaiana, centro da cidade, a tropa de choque da Guarda Municipal estava em fila e sendo hostilizada pelos populares que se aglomeravam na região. Reforços foram enviados. A população demonstrava, mais uma vez, sua indignação e repúdio a nova covardia cometida contra os vendedores ambulantes que queriam manter suas mercadorias nas calçadas, o que teria iniciado o protesto.

Os camelôs se dividiram em grupos e realizaram ataques contra viaturas. Um carro da Guarda foi revirado no meio da rua. Nove guardas municipais ficaram feridos e sete carros da fiscalização da prefeitura danificados. Em determinados momentos, os agentes de repressão correram da chuva de pedras e da fúria dos trabalhadores.

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Eles vêm aqui e roubam a gente, batem, humilham, são violentos de todas as formas. E, quando os camelôs revidam, nos chamam de violentos. Na verdade, o povo já está cansado dessa situação! Chega uma hora que temos que reagir mesmo e da forma que for necessário — disse uma vendedora que não quis se identificar. E concluiu: “A Guarda Municipal é inimiga do povo”.

Um ambulante foi detido e encaminhado para a 5ª DP (Gomes Freire). Sua fiança foi paga e ele foi liberado. Esta foi uma resposta dos vendedores ambulantes do Centro do Rio de Janeiro a toda a violência desencadeada pelas forças de repressão do Estado contra a população pobre. Nos últimos anos, uma verdadeira cruzada tem sido levada a cabo contra os ambulantes. Trabalhar nas ruas da cidade tem sido difícil e quem recorre ao comércio informal é tratado como “criminoso” pela gerência municipal de Eduardo Paes.

As fotos tiradas pelo fotógrafo de AND, Guilherme Moreira, podem ser vistas no blog da redação do jornal, bem como o vídeo produzido pela Frente Independente Popular (FIP-RJ) com relatos de camelôs: anovademocracia.com.br/blog.

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