Protestos conclamam: Não vai ter Copa!

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Em Brasília, jovens confeccionaram escudos para o protesto.

O último 25 de janeiro foi um dia de luta! A brava juventude combatente brasileira foi às ruas de diversas cidades do país conclamando: ‘Não vai ter Copa!’. Amplamente convocados pelas redes sociais, estes foram os primeiros protestos populares de 2014 contra a Copa da Fifa e a farra da grande burguesia.

Durante todo esse dia, recebemos diversas mensagens de leitores e apoiadores, seja por e-mail ou pelo Facebook, com relatos e imagens dos protestos. A juventude e os trabalhadores prometem realizar grandes e combativas manifestações de rua e outras atividades desmascarando o megaevento, a submissão do “governo” federal aos ditames da Fifa e as políticas antipovo que vêm junto com ele: remoções arbitrárias de favelas, a militarização de bairros pobres, os “choques de ordem”, a repressão, etc.

Fortaleza (CE)

Em Fortaleza, os manifestantes tiveram de confrontar a repressão policial. Ainda na concentração, na estátua Guardiã, Praia de Iracema, cinco viaturas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), com homens fortemente armados, revistaram os manifestantes. Cerca de 30 jovens foram impedidos de prosseguir no ato. Dois foram detidos para “investigação” e liberados no início da noite. Panfletos e cartazes contra a Copa da Fifa foram recolhidos pela polícia. Os jovens incendiaram alguns objetos nas ruas e deixaram palavras de ordem escritas nos muros.

Goiânia (GO)

Na capital goiana, jovens e trabalhadores, com máscaras e escudos, se manifestaram contra as despesas com a realização do megaevento. O ‘I Ato Contra a Copa do Mundo’ se concentrou em frente ao Teatro Goiânia, às 9h. Em seguida, os manifestantes seguiram pela Avenida Anhanguera até a Avenida Araguaia, chegando a Praça do Bandeirante, na Avenida Goiás. Duas barricadas com pneus em chamas foram erguidas no trajeto da passeata.

Natal (RN)

A concentração do protesto foi em frente ao Shopping Via Direta. Uma faixa da BR-101 foi bloqueada. Quando chegaram próximos ao estádio Arena das Dunas, os manifestantes arrancaram um alambrado de proteção e arremessaram pedras. Algumas pessoas foram presas pela PM.

Recife (PE)

Os manifestantes partiram da Avenida 13 de Maio até a Avenida Agamenon Magalhães. Entre as faixas e cartazes, destacava-se uma confeccionada pela Frente Independente Popular (FIP – Praieira). Numa outra estava escrito: “Não vai ter Copa, nem eleição, 2014 o povo quer revolução!”.

Brasília

A manifestação foi menor, porém combativa. Os ativistas do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) confeccionaram escudos com imagens de herois do povo brasileiro tombados na luta contra o regime militar, em apoio à Guerra Popular na Índia e às resistências antiimperialistas pelo mundo, como a Palestina.

Curitiba (PR)

Em Curitiba, o ato ‘Eu não quero Copa’ no fim da tarde do dia 25 partiu da Boca Maldita, no Centro da cidade, seguindo pelo Calçadão da Rua XV, com bloqueios na Rua Alameda Muricy e na Av. Marechal Floriano. Chegando na prefeitura, algumas pedras foram arremessadas contra sua fachada. A Guarda Municipal chegou ao local, mas não houve conflito.

Porto Alegre (RS)

Na capital gaúcha, a maior manifestação ocorreu dois dias antes, 23 de janeiro. Mais de mil pessoas compareceram ao protesto convocado pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público. Entre outras bandeiras, uma das principais reivindicações dos manifestantes era contra a realização da Copa do Mundo. Em coro, o “Não vai ter Copa” ecoou na passeata que saiu da Praça Montevidéu, passando por diversas ruas do Centro. No caminho, jovens deixaram várias palavras de ordem escritas nos muros.

Diversos protestos menores aconteceram em outras cidades. Sobre as manifestações do dia 25 de janeiro no Rio de Janeiro e em São Paulo, confira os artigos publicados nesta edição de AND: ‘O Rio não quer Copae ‘Juventude combatente de SP enfrenta repressão’.

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Dilma convoca “reunião de emergência”

Até o fechamento desta edição, a gerente federal Dilma Roussef, em viagem ao exterior e preocupada com a realização e os lucros dos megaeventos da grande burguesia, decidiu convocar uma “reunião de emergência” com sua equipe para elaborar estratégias para evitar que os justos protestos cresçam até junho. A notícia foi divulgada no dia 26 de janeiro. O assunto será tratado com os ministros José Eduardo Cardozo (justiça), Celso Amorim (defesa) e Aldo Rebelo (esportes). Tal medida de “emergência” foi tomada devido aos fatos ocorridos principalmente em São Paulo.

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