Cantador menestrel

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Compositor gravado por importantes intérpretes, Maciel Melo é uma referência da música nordestina, com seus forrós, xotes, canções etc. Cantador, violonista, violeiro e poeta, Maciel passa para suas músicas toda uma influência da rica cultura regional do Vale do Pajeú, no sertão de Pernambuco. Lutador, teve importante atuação no ressurgimento do forró autêntico nordestino.

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Minha história com música começou através de meu pai, que era um sanfoneiro. Fora de casa via cantadores de viola e muitos repentistas etc. Toda a influência musical poética que tenho vem da minha terra, muito fértil na questão da poesia popular, do forró, dos cantadores de meio de feira — conta Maciel.

— Pela proximidade com a Paraíba, o pessoal do Pajeú também recebe uma influência dos poetas populares de lá. Dos ciganos, dos cantadores de folhetos de cordéis. É uma ligação meio ibérica, misturada com a coisa do sertão.

— Aos 12 anos de idade minha família se mudou para Petrolina, na região do São Francisco, e lá comecei a participar dos primeiros festivais de músicas. A princípio eram aqueles estudantis, depois parti para outros, rodando o Nordeste. Por volta dos 18 anos passei viver de música — acrescenta.

Maciel morou três anos em São Paulo e lá conheceu o Quinteto Violado.

— Ele gravou minha primeira música, um xote chamado Erva Doce. O Quinteto já era uma referência nacional em relação a música nordestina na época, assim passei a ser visto por outros intérpretes — diz.

— Depois fui morar em Salvador, BA, e lá gravei meu primeiro disco, em 1986, com participações importantes de Vital Farias, Dércio Marques, Dominguinhos, Elomar, aquela rapaziada da cantoria. Foi um disco bem eclético, com uma linguagem de certa forma erudita.

Depois desse disco Maciel voltou para sua terra e migrou para o forró, por perceber a entrada de uma espécie de vulgarização poética no gênero.

— Tiraram aquele duplo sentido que Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro cantavam, aquela coisa lúdica, e começaram a algo mais picante, meio pornográfico. Aquilo me incomodou. E eu, como sertanejo, filho de sanfoneiro e seguidor dos cantadores, me vi na obrigação de contribuir de alguma maneira.

— Assim peguei a música que estava trabalhando e trouxe para dentro do forró. Foi quando fiz Caboclo Sonhador, que deu uma mexida na situação. Mas, costumo dizer que não me tornei um forrozeiro, sou sim um sertanejo nordestino, cantador, que também canta o forró — define.

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