Cantador menestrel

Compositor gravado por importantes intérpretes, Maciel Melo é uma referência da música nordestina, com seus forrós, xotes, canções etc. Cantador, violonista, violeiro e poeta, Maciel passa para suas músicas toda uma influência da rica cultura regional do Vale do Pajeú, no sertão de Pernambuco. Lutador, teve importante atuação no ressurgimento do forró autêntico nordestino.

http://www.anovademocracia.com.br/126/17.jpg

Minha história com música começou através de meu pai, que era um sanfoneiro. Fora de casa via cantadores de viola e muitos repentistas etc. Toda a influência musical poética que tenho vem da minha terra, muito fértil na questão da poesia popular, do forró, dos cantadores de meio de feira — conta Maciel.

— Pela proximidade com a Paraíba, o pessoal do Pajeú também recebe uma influência dos poetas populares de lá. Dos ciganos, dos cantadores de folhetos de cordéis. É uma ligação meio ibérica, misturada com a coisa do sertão.

— Aos 12 anos de idade minha família se mudou para Petrolina, na região do São Francisco, e lá comecei a participar dos primeiros festivais de músicas. A princípio eram aqueles estudantis, depois parti para outros, rodando o Nordeste. Por volta dos 18 anos passei viver de música — acrescenta.

Maciel morou três anos em São Paulo e lá conheceu o Quinteto Violado.

— Ele gravou minha primeira música, um xote chamado Erva Doce. O Quinteto já era uma referência nacional em relação a música nordestina na época, assim passei a ser visto por outros intérpretes — diz.

— Depois fui morar em Salvador, BA, e lá gravei meu primeiro disco, em 1986, com participações importantes de Vital Farias, Dércio Marques, Dominguinhos, Elomar, aquela rapaziada da cantoria. Foi um disco bem eclético, com uma linguagem de certa forma erudita.

Depois desse disco Maciel voltou para sua terra e migrou para o forró, por perceber a entrada de uma espécie de vulgarização poética no gênero.

— Tiraram aquele duplo sentido que Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro cantavam, aquela coisa lúdica, e começaram a algo mais picante, meio pornográfico. Aquilo me incomodou. E eu, como sertanejo, filho de sanfoneiro e seguidor dos cantadores, me vi na obrigação de contribuir de alguma maneira.

— Assim peguei a música que estava trabalhando e trouxe para dentro do forró. Foi quando fiz Caboclo Sonhador, que deu uma mexida na situação. Mas, costumo dizer que não me tornei um forrozeiro, sou sim um sertanejo nordestino, cantador, que também canta o forró — define.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin