Cordão de samba paulista

Grupo de resistência cultural, há mais de uma década o Kolombolo Diá Piratininga realiza um trabalho de resgate dos cordões de carnaval e valorização do samba paulista. Com atividades semanais, que envolvem rodas e encontros de samba, o Kolombolo realiza também uma intensa pesquisa, resultando em uma coleção de 12 discos de samba.

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Surgimos de um bate papo informal entre amigos, sobre os caminhos que as entidades carnavalescas estavam direcionando o samba. As escolas de samba começaram a valorizar muito mais as fantasias, alegorias, do que o samba. Ele ficava em segundo plano, assim como os sambistas da velha guarda — conta o músico e pesquisador Renato Dias, fundador e diretor cultural do grupo.

Nosso propósito nesse bate papo era de voltar a brincar o carnaval. Inclusive essas entidades surgiram exatamente com essa intenção, principalmente o carnaval de rua. Tanto que nas décadas de 60/70 a Vai Vai e a Camisa Verde e Branco, duas escolas tradicionais de São Paulo, eram cordões e assim faziam seus desfiles de rua. Não existia sambódromo.

É importante dizer que não somos contra a existência do sambódromo, onde acontecem os desfiles de competição, o problema é que acabou se desviando do que era o processo natural da criação dessas entidades — diz.

Renato e seus amigos começaram a entrevistar sambistas da velha guarda e resolveram criar o cordão.

Constatamos que eles já estavam de lado, não tinham mais espaços dentro das escolas de samba. Estava tudo muito focado na questão financeira, o carnaval como disputa e o ser humano em segundo plano. As senhoras da ala das baianas, por exemplo, cada vez mais colocando umas roupas pesadas, sendo que são senhoras — expõe Renato.

— Pensamos que ficar ‘tacando pedras’ somente não resolveria e deveríamos fazer nós mesmos. Foi aí que tivemos a ideia de criar um cordão carnavalesco e brincar o carnaval de rua como antigamente. Isso foi em maio de 2002 e apesar de não ser tanto tempo assim, somos o mais antigo cordão carnavalesco em atividade em São Paulo. Isso mostra como estava a situação de fato.

— É importante dizer que cordão não é bloco, são bem diferentes. Os cordões têm toda uma história, tradição, fazem desfiles com samba tema. Esse ano, por exemplo, colocaremos nosso cordão na rua falando sobre os 100 anos do grupo Barra Funda, que veio a dar origem à escola de samba Camisa Verde e Branco. Cada ano tem um assunto — explica.

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