A nefasta persistência do analfabetismo

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O filme Central do Brasil, lançado em 1998, retrata a vida de Dora e Josué no início dos anos 80 do século passado. Dora é uma professora aposentada que ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos e pessoas com dificuldades de leitura e escrita, na maior estação de trens do Rio de Janeiro, a Central do Brasil. Ele, um garoto pobre, que com oito anos de idade perde sua mãe no Rio de Janeiro e sonha com uma viagem ao Nordeste para conhecer o pai.

As cenas que mostram a atriz Fernanda Montenegro interpretando a professora Dora que, num misto de pena e desonestidade, vivia avolumada de pedidos para escrever cartas, algumas enviadas outras não aos seus destinatários, evidenciam um profundo exemplo de atraso provocado pela opressão capitalista: o analfabetismo.

Passados mais de três décadas das sintomáticas cenas abordadas no filme Central do Brasil, ainda persiste seriamente no país o problema do analfabetismo. Um relatório divulgado recentemente pela Unesco aponta que o Brasil aparece em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. Segundo o último levantamento do IBGE, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), são 13,2 milhões de analfabetos (entre a população com mais de 15 anos) no país. Recentes pesquisas apontam que o analfabetismo funcional* atinge 20% da população brasileira adulta, ou seja, são mais de 30 milhões de brasileiros que não sabem minimamente escrever um bilhete e interpretar o que está escrito nele.

Não é possível esconder a realidade

Não podemos descartar os dados. As gerências de turno só gostam de utilizá-los quando lhes é favorável.  Os oportunistas do PT e seus asseclas (pecedobê e companhia) viviam criticando as outras gerências do Estado brasileiro pelo fato de nos períodos desses governos milhões de pessoas serem consideradas analfabetas funcionais. E agora? Como vão justificar o injustificável, à medida que dados levantados pelos próprios órgãos dos governos apontam que esse número aumenta a cada ano.

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