Comperj: poço de revoltas operárias

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Os operários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, em Itaboraí, deflagraram nova greve em 23 de janeiro. Com gastos estimados em R$ 32 bilhões, essa obra que servirá à Petrobrás é uma das mais onerosas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Comperj é palco de sucessivas revoltas operárias contra os baixos salários e as péssimas condições de trabalho. Em 6 de fevereiro grevistas foram atacados por pistoleiros que balearam dois trabalhadores durante um protesto.

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Operários enfrentaram patronal e máfia sindical

A data-base dos cerca de 30 mil trabalhadores do Comperj é dia 1º de fevereiro. A primeira assembleia geral da categoria, realizada em 23 de janeiro, reuniu, segundo os próprios trabalhadores, aproximadamente 12 mil pessoas e decidiu pela deflagração da greve.

As principais reivindicações dos operários são: melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 15%. Os trabalhadores também exigem o pagamento devido das horas-extras e aumento no vale-alimentação.

Os grevistas denunciam que a alimentação servida no local de trabalho é de péssima qualidade e, por vezes, vem estragada e que há trabalhadores sem receber os salários desde o natal de 2013.

“Descontam no nosso contracheque de R$ 30 a R$ 60 por mês. E mesmo assim falta água, usamos banheiro químico, a comida é ruim, omitem acidentes de trabalho, sabotam a negociação de dissídio salarial. O sindicato trabalha para o patrão”, declarou o trabalhador Samuel Souza ao Estado de S. Paulo em reportagem publicada no dia 9 de fevereiro.

Em 4 de fevereiro, revoltados com o não atendimento de suas reinvindicações, os trabalhadores do Comperj bloquearam uma das faixas da rodovia RJ-116 com cartazes e faixas exigindo o cumprimento de suas reinvindicações. No dia seguinte, os protestos se repetiram com maior intensidade. Estima-se que dez mil trabalhadores tenham participado de novo bloqueio da rodovia.

No dia 6, dois trabalhadores que participavam do terceiro dia consecutivo de protestos foram baleados próximo do acesso ao complexo, às margens da RJ-116. Trabalhadores denunciam que dois homens aproximaram-se em uma moto da manifestação e, após perguntar a um grupo de operários se participavam do protesto, abriram fogo. Os trabalhadores atingidos são Felipe Feitosa, de 21 anos, com disparos na barriga, na perna e em uma das mãos; e  Françiuélio Rodrigues, de 20 anos, com disparos no tornozelo e em uma das mãos. Ambos foram hospitalizados e passam bem.

Os grevistas acusam a participação de pistoleiros contratados pela “coordenação de outro sindicato, cuja direção é contrária ao posicionamento grevista, para inibir a manifestação” [fonte: G1 em 6/2/2014].

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