PT e pecedobê desesperados para salvar a Copa

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No início de fevereiro, membros de uma torcida organizada do Corinthians invadiram o centro de treinamento do clube, em São Paulo, para tirar satisfação com os jogadores sobre a má campanha do time no campeonato paulista de futebol. A crônica do monopólio da imprensa deu conta de que houve depredações e tentativas de agressões. Interpelado sobre o episódio e sobre a possibilidade de acontecer algo semelhante durante da Copa do Mundo da Fifa e de seus patrocinadores, o ministro do Esporte do pecedobê, Aldo Rebelo, foi taxativo, afirmando que o ocorrido “não tem nada a ver com a Copa”. Perguntado sobre a postura do ministério que ele chefia a respeito de episódios de violência protagonizados por torcidas organizadas, Aldo deu de ombros, dizendo evasivamente que já existem instrumentos legais para cuidar disso.

Talvez Aldo Rebelo tenha um bom motivo para isso. Circula a informação de que o “governo” do qual faz parte estaria tentando comprar as lideranças destas entidades, sobretudo as de São Paulo, para promoverem uma manifestação, que seria realizada no dia 22 de fevereiro, a favor da Copa do Mundo no Brasil e contra o movimento que cresce nas ruas do país avisando a todos: “Não vai ter Copa!”.

A se confirmar esta informação, o gerenciamento petista pode estar atiçando grandes e violentos confrontos entre estas torcidas organizadas recrutadas para manifestações “cívicas” e de encomenda, de um lado, e as massas empenhadas na campanha popular “Não vai ter Copa!”, do outro, com risco iminente de massacre sobretudo na eventual manifestação do dia 22 de fevereiro.

Por enquanto, outras manobras do governo, não menos odiosas, estão oficialmente confirmadas como ações em defesa da Copa dos ricos e contra a vontade do povo de impedir a realização daquele pomposo megaevento dito “esportivo” - o povo que rejeita a política fascista de pão e circo promovida pelo PT e que ridiculariza o slogan que conclama todos a festejarem a Copa “juntos num só ritmo”.

Fuzis, granadas, máscaras e contrapropaganda

Noves fora as manobras “palacianas”, entre as ações que vêm sendo feitas bem às claras para tentar garantir a realização da Copa do Mundo no Brasil, está o treinamento intensivo da famigerada Força Nacional de Segurança, a guarda pretoriana do PT, que desde as jornadas de junho de 2013 vem sendo usada para incrementar a repressão aos protestos de rua no país, nas artes do “controle de multidões”.

Imagens deste treinamento registradas pelo monopólio da imprensa reacionária, como um álbum de fotos publicado na internet pelo jornal Folha de S. Paulo, mostram os militares da Força Nacional avançando em fileiras entre nuvens de gás e com escudos blindados, os “boinas vermelhas” (indumentária padrão dos agentes da FN) apontado fuzis para todos os lados, atirando granadas, invadindo casas, encapuzados, revistando ônibus etc, em imagens de divulgação que têm o intuito único da intimidação, ao melhor estilo “imagina na Copa”.

Enquanto afina seu aparato repressivo, o gerenciamento petista cuida também do terreno político-ideológico. O governo planeja colocar na praça uma campanha de “conscientização” sobre a importância da Copa do Mundo para o Brasil, tentando convencer o povo da ficção de que o megaevento da Fifa e das transnacionais a ela associadas trarão imensos benefícios para a população (o chamado “legado” da Copa), sinalizando que a contrapropaganda vai ser forte, na proporção direta da radicalidade dos protestos anti-Copa que vão tomando as ruas das maiores cidades brasileiras. O PT, tentando calar o grito das ruas, já colocou na internet uma campanha chamada “Vai ter Copa!”, em nome de “todos que torcem pelo Brasil”...

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