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Índia: o crescente papel das mulheres na direção da Guerra Popular

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Indianas são exemplos para a luta revolucionária dos povos

Nota da redação: Por ocasião da celebração do 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, reproduzimos a continuação do artigo “Os quadros femininos ocupam funções mais importantes nos grupos maoístas”, publicado no periódico The Times of India no dia 1º de julho de 2013.

Este artigo ilustra o crescente papel que as mulheres estão ocupando na direção da guerra popular em curso na Índia e dentro do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta):

Os quadros femininos ocupam funções mais importantes nos grupos maoístas

As mulheres dentro dos quadros naxalitas* estão sendo recrutadas cada vez mais para operações militares no fervedouro maoísta de Bastar contrapondo-se à percepção geral de seu papel como cozinheiras, motivadoras e escudos, segundo recentes conclusões da polícia do estado.

Aos quadros femininos estão sendo dadas as mesmas oportunidades na tomada de decisões do Comitê Regional Especial do proscrito Partido Comunista da Índia (Maoísta).

R.P. Kalluri, inspetor geral da Força Armada de Chhattisgarh (FAC) e das operações antinaxalitas, declarou: “Os quadros femininos estão participando ativamente, em grande número, nas operações militares. Isto pode ser observado claramente no recente ataque maoísta à escolta no vale de Jhiram. Em geral, elas são mais brutais e ferozes. Não podemos descartar seu crescente número no movimento em Bastar. Temos que abordar esse assunto psicologicamente”.

Informes dos serviços de inteligência sugerem que o número de quadros femininos está aumentando de forma significativa com o passar dos anos na região de Bastar, considerada como a região do país mais gravemente golpeada pela insurgência naxalita, e aparentemente também em outros estados.

Um oficial do Departamento de Inteligência declarou: “Anteriormente, as mulheres eram recrutadas para ajudar os homens em tarefas ordinárias. Mas agora o cenário está mudando. Nos meses passados, cerca de 60% dos quadros femininos eram recrutados para os escalões inferiores nos acampamentos naxalitas comparando-se aos homens, enquanto que hoje têm uma presença de 50% nos comitês de região e divisão e 25% nos comitês regionais.”

“Em Bastar, cerca de 27 comitês de divisão naxalitas estavam operando sob o Comitê Regional Especial de Dandakaranya, estando mais de 20 sendo dirigidos por quadros femininos.”

“Recrutando mulheres, os dirigentes naxalitas querem convencer o povo de que gozam de aceitação social. Além do mais, realizando trabalho rotineiro, as mulheres também servem melhor para recolher dados de inteligência”, acrescentou o oficial.

Segundo o oficial do Departamento de Inteligência, Sujata, mulher ativa há muito na região, está encabeçando a Comissão Militar do Estado de Dandakaranya. A acompanham Niti (chefe do comitê de divisão de Bastar norte), Madhvi (do comitê de divisão de Bastar ocidental) e Kosi (do comitê da região de Mangler), entre outras.

Porém, este não é um fenômeno recente, dado que as mulheres têm feito parte do movimento naxalita desde seu começo, assinala um perito em assuntos maoístas.

“Elas não abandonam com facilidade o movimento, essa é a razão pela qual seu número aumenta”, declarou o professor Girishkant Pandey, diretor de estudos de defesa na Escola de Ciências Governamentais.

Segundo N.K. Sahu, superintendente auxiliar da polícia de Narayanpur, o CNM (Chetna Natya Mandali), organização cultural dos maoístas, logra um papel dominante no recrutamento de mulheres. Para diversas atividades culturais que têm como objetivo publicizar a propaganda naxalita, foram recrutadas principalmente as jovens das tribos que posteriormente se uniram ao movimento. Há de se destacar que, segundo a polícia, uma mulher comandante do pelotão foi morta recentemente no destrito de Narayanpur, enquanto que uma mulher subcomandante do comitê da região do parque nacional foi abatida a tiros no distrito de Bijapur.

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