Israel: exportando reacionarismo (parte 1)

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Apresentado entre janeiro e fevereiro, na Rede Globo, o seriado Homeland – Segurança Nacional jogou dentro das casas brasileiras mais uma carga de lixo reacionário, disfarçado de entretenimento. Prevê-se novo despejo para breve. A realização é ianque, mas a matriz é israelense. Ou seja, é uma versão de Hatufim feita em Israel por Gideon Raff, que não por acaso é também um dos produtores da série nos USA.

O seriado não é caso único. Desde 2012 a imprensa burguesa vem saudando a entrada de produtos televisivos israelenses em nosso país: “Adaptar programas criados em Israel tornou-se tendência no mundo todo e agora também no Brasil”, disse a direitista Veja, entusiasmada, ao anunciar que Record, SBT e Band estavam importando “formatos” para exibir aqui.

Entusiasmo foi igualmente o da Globo, ao noticiar no Fantástico de 16 de fevereiro último, as maravilhas de dois aviões não-tripulados israelenses, comprados pela gerência Dilma. Deslumbramento não menor que o registrado entre empresários brasileiros da chamada “segurança”, que têm propagandeado que Israel “é grife” neste setor.     

Ao primeiro olhar, esses episódios todos mostram um país capitalista ganhando dinheiro numa forte investida comercial. Até aí, nada de extraordinário.

O “diferente” (se é que se pode dizer isso no dominante sistema internacional, regido por práticas execráveis em todos os sentidos), são esses novos tipos de mercadoria que Israel está vendendo ao Brasil e ao mundo, bem como o artefato invisível que viaja escondido dentro dos pacotes.

Explicando melhor: esses itens que vêm crescendo na exportação israelense carregam consigo um componente ideológico nefasto, quase nunca detectado pelo brasileiro que assiste seriados e programas na TV, ou que compra serviços/equipamentos de “segurança” nas lojas.

Tal componente é o reacionarismo. Que constitui uma das peças mais malignas da  engrenagem do capitalismo-imperialismo. Despótico, conservador, agressivo, armamentista, preconceituoso, este é o componente reacionário que o sistema encaixa em si mesmo para bem fazer funcionar o monstrengo que é.  

O reacionarismo, de perfil abrangente, possui em Israel um aparentado específico. O sionismo. Não confundir com semitismo, acervo cultural de origem única, de povos árabes e hebreus.

Importante esclarecer: sionistas são os governantes e as classes dominantes; já o povo judeu é sua vítima, consciente ou inconsciente (Obs: Sugestão de livro: Meu inimigo sou eu, de Yoram Binur).

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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