Israel: exportando reacionarismo (parte 1)

A- A A+
 

http://www.anovademocracia.com.br/127/19.jpg

Apresentado entre janeiro e fevereiro, na Rede Globo, o seriado Homeland – Segurança Nacional jogou dentro das casas brasileiras mais uma carga de lixo reacionário, disfarçado de entretenimento. Prevê-se novo despejo para breve. A realização é ianque, mas a matriz é israelense. Ou seja, é uma versão de Hatufim feita em Israel por Gideon Raff, que não por acaso é também um dos produtores da série nos USA.

O seriado não é caso único. Desde 2012 a imprensa burguesa vem saudando a entrada de produtos televisivos israelenses em nosso país: “Adaptar programas criados em Israel tornou-se tendência no mundo todo e agora também no Brasil”, disse a direitista Veja, entusiasmada, ao anunciar que Record, SBT e Band estavam importando “formatos” para exibir aqui.

Entusiasmo foi igualmente o da Globo, ao noticiar no Fantástico de 16 de fevereiro último, as maravilhas de dois aviões não-tripulados israelenses, comprados pela gerência Dilma. Deslumbramento não menor que o registrado entre empresários brasileiros da chamada “segurança”, que têm propagandeado que Israel “é grife” neste setor.     

Ao primeiro olhar, esses episódios todos mostram um país capitalista ganhando dinheiro numa forte investida comercial. Até aí, nada de extraordinário.

O “diferente” (se é que se pode dizer isso no dominante sistema internacional, regido por práticas execráveis em todos os sentidos), são esses novos tipos de mercadoria que Israel está vendendo ao Brasil e ao mundo, bem como o artefato invisível que viaja escondido dentro dos pacotes.

Explicando melhor: esses itens que vêm crescendo na exportação israelense carregam consigo um componente ideológico nefasto, quase nunca detectado pelo brasileiro que assiste seriados e programas na TV, ou que compra serviços/equipamentos de “segurança” nas lojas.

Tal componente é o reacionarismo. Que constitui uma das peças mais malignas da  engrenagem do capitalismo-imperialismo. Despótico, conservador, agressivo, armamentista, preconceituoso, este é o componente reacionário que o sistema encaixa em si mesmo para bem fazer funcionar o monstrengo que é.  

O reacionarismo, de perfil abrangente, possui em Israel um aparentado específico. O sionismo. Não confundir com semitismo, acervo cultural de origem única, de povos árabes e hebreus.

Importante esclarecer: sionistas são os governantes e as classes dominantes; já o povo judeu é sua vítima, consciente ou inconsciente (Obs: Sugestão de livro: Meu inimigo sou eu, de Yoram Binur).

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja