Ato no RJ repudia campanha antipovo

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25/2: 'Sininho', ativista alvo de calúnias do monopólio da imprensa, ao lado de Zé Maria e Beatriz, fundadores do jornal AND

No dia 25 de fevereiro, cerca de mil pessoas tomaram a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, no ‘Ato unificado contra a criminalização das lutas populares pelo Estado e pela imprensa fascista’. Depois da morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade — atingido por um rojão em uma manifestação no início de fevereiro —, o monopólio da imprensa, encabeçado por sua facção dominante, a Rede Globo, iniciou um bombardeio de desinformação contra os movimentos populares combativos, mas, principalmente, contra as manifestações de uma forma geral.

A preparação do ato aconteceu de forma unificada em plenária realizada dias antes no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCS) da UFRJ. Dentre os presentes nesta reunião, estavam ativistas da Frente Independente Popular (FIP-RJ) e do Fórum de Luta Contra o Aumento das Passagens.

Nos dias 21 e 24 de fevereiro, a FIP realizou duas grandes panfletagens na Central do Brasil convocando a população para o protesto. Milhares de panfletos foram distribuídos contendo a sua ‘Nota de repúdio à criminalização das lutas populares’, que chegou a ser publicada na última edição de AND.

A exitosa manifestação do dia 25 foi uma resposta à campanha reacionária e antipovo desencadeada pelos veículos da imprensa burguesa e reuniu trabalhadores, estudantes, indígenas, professores, sem-tetos e vários movimentos que lutam pelos direitos das massas.

Apesar das intimidações gratuitas por parte da polícia, tudo correu bem do início ao fim da manifestação. Pessoas de todas as idades e trabalhadores saudaram o ato o tempo inteiro, atirando papel picado das janelas dos edifícios ou acenando dos pontos de ônibus. A todo instante, manifestantes entoavam palavras de ordem contra o monopólio dos meios de comunicação.

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Globo fascista! Você que é terrorista! — gritavam.

A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura! (E ainda apoia!) — grito recorrente nos atos.

Chegando à Cinelândia, os manifestantes fizeram um círculo e, em seguida, queimaram inúmeros exemplares do jornal O Globo, fazendo uma grande fogueira. Quando manifestantes traziam mais jornais para a praça, policiais tentaram impedi-los, mas logo cederam diante da pressão popular.

Pra quem acompanha as manifestações desde o início tem sido difícil engolir o número de asneiras que a TV, os jornais e os rádios têm dito. Agora, e a violência covarde da PM, os vários feridos e espancados desde junho? Esses a Globo parece que esqueceu. Também esperar o que de uma emissora como esta? Estamos queimando esses jornais aqui em repúdio às organizações Globo, mas também a toda essa imprensa safada e mentirosa – disse uma manifestante que estava em volta da fogueira.

No fim da noite, foi realizada uma atividades cultural em frente ao Cine Odeon, também na Cinelândia, com a apresentação de músicos e poetas. Um representante da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) tomou a palavra por alguns minutos para saudar a juventude combatente e as manifestações populares do Rio.

O ato cumpriu com sucesso o seu objetivo de desmascarar as inúmeras mentiras veiculadas por essa imprensa suja, entre as quais está a acusação de que manifestantes estariam sendo pagos para ir às ruas. Verdade seja dita: onde há carestia e repressão, há rebelião.

As fotos da manifestação e o vídeo produzido por AND podem ser vistos no nosso canal do Youtube e no blog da redação do jornal: anovademocracia.com.br/blog.

No fechamento desta edição, 12 de março, uma nova manifestação ‘Não vai ter Copa’ estava ocorrendo no Centro da cidade.

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