Arrocho e pobreza castigam o proletariado grego

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Gregos em frente a uma clínica fechada

Um estudo publicado no final de fevereiro pela revista médica britânica The Lancet mostrou que o draconiano arrocho implementado na Grécia a mando da Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) resultou, entre outros aspectos sociais dramáticos, em um cenário no qual um milhão de pessoas estão totalmente privadas de acesso a cuidados com a saúde.

Os gastos do Estado grego na área de saúde são hoje menores do que qualquer país da Europa dispensava para cuidados médicos da população dez anos atrás. Em 2012, o gerenciamento de Antonis Samaras chegou a ser mais realista do que o rei, cortando no orçamento de hospitais e de medicação mais até do que havia sido exigido pelos interventores do FMI e da Europa do capital monopolista. O ex-ministro grego da saúde Andreas Loverdos chegou a dizer, quase como um deboche, que o “governo” grego empunhava “facas de açougueiro” em sua cruzada para “reduzir custos” da saúde pública.

Programas de prevenção e tratamento do uso de drogas sofreram gigantescos cortes justamente no momento em que a crise econômica e a própria “austeridade” implementada a fórceps deixou um grande número de pessoas mais suscetíveis e vulneráveis ao vício como válvula de escape para a acelerada degradação das condições de vida. Em 2009, primeiro ano do arrocho, o gerenciamento Samaras reduziu em um terço o trabalho de rua de ajuda a usuários de drogas, a despeito dos índices que apontavam para um aumento substancial do uso de heroína.

A distribuição de seringas a viciados em drogas foi reduzida em 10% e o programa de distribuição de preservativos sofreu cortes da ordem de 24%. O efeito imediato foi que o número de novas infecções pelo vírus HIV entre usuários de drogas injetáveis aumentou de 15 em 2009 para 484 em 2012.

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