50 anos do golpe militar: Cadeia para os torturadores!

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O 1º de abril de 2014 marcou a passagem dos 50 anos do golpe militar que instaurou o regime fascista infelicitando nosso povo durante 21 anos (1964 a 1985).

Em diversas partes do país, organizações populares e democráticas, ex-presos políticos e familiares de militantes mortos e desaparecidos durante o regime militar, velhos e jovens combatentes foram às ruas, promoveram debates, panfletagens, atos públicos e inúmeras outras atividades relembrando os mártires do povo tombados na luta e exigindo punição para os criminosos militares e civis, mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados.

Neste dia, em todo o país, foram homenageados os brasileiros e brasileiras que, empunhando armas, ou mesmo de forma desarmada, se opuseram ao regime militar fascista. Aqueles que verteram o seu generoso sangue na luta pela libertação de nosso país e pelo socialismo. O heroísmo dos guerrilheiros do Araguaia, dos militantes revolucionários combatentes da resistência armada. O exemplo dos mártires que, nas masmorras de tortura do regime militar, nada revelaram e derrotaram os verdugos dando inolvidável exemplo de firmeza ideológica. A memória dos dirigentes operários e camponeses, progressistas e democratas que não se calaram e enfrentaram o regime fascista.

Nos 50 anos do golpe, os muros das grandes cidades ficaram repletos de cartazes e pichações exigindo punição para os criminosos do regime militar e conclamando o povo a lutar.

Essa luta, que começou durante o regime militar, continua vigente e necessária. O aparato repressivo atuante durante o regime militar permanece intocado. Os gorilas, como eram conhecidos os gerentes militares, continuam livres e impunes, muitos deles ocupando altos cargos no Estado ou em grandes empresas. As famílias de mortos e desaparecidos políticos continuam na incansável busca pelos seus entes queridos, tantos enterrados em valas comuns, lançados ao mar e até mesmo esquartejados nas câmaras de torturas, nas casas clandestinas mantidas pelo regime fascista, nas selvas, com cabeças cortadas.

Há os desinformados, militares reformados e da ativa, os da direita recalcitrante, que voltam seu discurso raivoso contra os oportunistas e revisionistas que hoje ocupam os postos da gerência do velho Estado, acusando-os de “guerrilheiros” e “comunistas”, algo que, se foram, o foram por um curto lapso de tempo e traíram, capitularam, delataram companheiros, passaram para o outro lado na luta de classes. Como bem diz o cancioneiro popular: “Estou falando de um valente, dos covardes não se fala”. O povo não esquece nem perdoa.

Ações combativas em todo o país melaram as comemorações dos 50 anos do golpe militar e ergueram alto as bandeiras da resistência popular, destacamos aqui algumas:

RJ: combativo ato em frente ao Clube Militar

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Bloco combativo na manifestação em frente ao Clube Militar, no RJ. 1º de abril de 2014

O ato contra a comemoração dos 50 anos do golpe militar no Rio de Janeiro teve início no fim da tarde de 1º de abril. Centenas de pessoas se concentraram na Cinelândia, tradicional local de manifestações populares no Centro da cidade, com bandeiras, faixas, cartazes e retratos de mortos e desaparecidos políticos da época.

— Cinquenta anos se passaram e hoje continuamos na luta por democracia no Brasil. Lembrar os crimes da ditadura, pedir punição para os torturadores é lutar para impedir que as torturas e assassinatos, principalmente contra o povo pobre, continuem a acontecer nos dias de hoje. Naquela época, os militantes de esquerda eram tachados de “criminosos”. Hoje vemos esta mesma cruzada contra os movimentos populares que tomam as ruas, tratados como “terroristas” e “marginais”. E isso sem contar a repressão nas favelas. O Estado continua a praticar todos os tipos de terrorismo contra os pobres. A ditadura ainda continua, agora sob uma fachada “democrática”! — gritou uma manifestante que segurava a foto de um desaparecido político na escadaria da Câmara Municipal.

Um bloco combativo, composto por militantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), da Frente Independente Popular (FIP-RJ) e da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), durante todo o ato agitou palavras de ordem como: “Cadeia já, cadeia já, para os fascistas do regime militar”, “Torturador, pode esperar, a sua hora vai chegar”, e “Não passará, não passará, o crime hediondo do regime militar”. Os guerrilheiros do Araguaia também foram lembrados: “Vitória, vitória, tarda mas não falha, e viva a gloriosa guerrilha do Araguaia!”.

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Após a concentração, os manifestantes se dirigiram para frente do Clube Militar, onde anualmente viúvas e saudosistas do golpe fascista celebram a data. Desta vez, temendo os protestos, eles foram obrigados a escolher outro local, bem longe do Centro, para realizar sua pífia “comemoração”.

Nossa reportagem também conversou com outros manifestantes, entre eles o universitário Emerson Oliveira, estudante de História, que nos declarou:

— Os heróis de nosso povo merecem toda homenagem. Algumas pessoas dizem que o regime militar foi “patriota”. Mentira! É uma lenda essa história de que a ditadura defendeu a “soberania brasileira”. O golpe foi financiado e orquestrado pelos Estados Unidos, para conter os movimentos populares e organizações revolucionárias no Brasil, para subjugar ainda mais o país, aprofundar a dominação imperialista. De “nacional” não tem nada, mas sim de traição nacional. Os crimes, as torturas e demais atos devem ser punidos. Temos que estar atentos para o que ocorre hoje no Brasil também, na repressão policial, herança da ditadura.

Em frente ao Clube, mais agitação e palavras de ordem. O ato dos profissionais da educação realizado no mesmo dia e que também lembrou os 50 anos do golpe, chegou da Candelária engrossando a manifestação antifascista. Do meio da massa, garrafas com tinta vermelha foram arremessadas contra a fachada do Clube Militar.

A Polícia Militar iniciou uma série de agressões, lançou bombas de efeito moral e efetuou prisões arbitrárias. O vídeo feito por AND, ‘Nos 50 anos do golpe militar, PM ataca manifestação no Centro do Rio’, pode ser visto em nosso canal no You Tube.

O ‘Coletivo Projetação’ projetou em grandes caracteres, na fachada do Comando Militar do Leste, a frase ‘Marighella Vive!’.

Durante a noite, ocorreu, no salão da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, a 26ª entrega da Medalha Chico Mendes de Resistência, realizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais. Entre os homenageados, estava o jovem morador de rua Rafael Braga, preso injustamente desde junho do ano passado durante as jornadas de protesto, e o pedreiro Amarildo Dias de Souza, assassinado por policiais da UPP da favela da Rocinha.

MG: uma vibrante manifestação popular

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Manifestação em Belo Horizonte renomeou viaduto

Cerca de 300 ativistas participaram do ato político convocado pela Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça de Minas Gerais que renomeou o antigo Viaduto Castelo Branco, que passou a se chamar Viaduto Dona Helena Greco, em Belo Horizonte. Dona Helena Greco, falecida em 27 de julho de 2011, foi fundadora do Movimento Feminino pela Anistia, histórica militante na luta contra o regime militar, pelas liberdades democráticas e em defesa dos presos políticos.

Jovens estudantes de Belas Artes prepararam painéis com silhuetas de corpos representando os combatentes tombados na luta armada contra o regime militar e desaparecidos políticos. Faixas, cartazes e bandeiras vermelhas se agitaram sobre o viaduto. Camponeses de várias regiões do país organizados pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP); operários organizados pelo sindicato ‘Marreta’ da construção civil; professores; estudantes; ativistas da Frente Independente pela Memória Verdade e Justiça; ex-presos políticos; familiares de militantes mortos e desaparecidos; e a veterana lutadora e guerrilheira do Araguaia, Criméia Schmidt, participaram do combativo ato. Palavras de ordem exigiram “Cadeia já, para os fascistas do regime militar” e saudaram a memória dos combatentes de nosso povo. Aos nomes dos mortos e desaparecidos políticos, todos respondiam: “Presente na luta!”.

Oradores saudaram o combativo ato e destacaram a importância de prosseguir com a luta pela punição exemplar dos mandantes e executores, civis e militares, de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de militantes populares.

Encerrado o ato, dezenas de ativistas deslocaram-se, sob chuva torrencial, pelas ruas da cidade e reuniram-se no salão da Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves. Aquilo que seria um encerramento marcou o início de um novo ato. Com bandeiras vermelhas, agitando palavras de ordem e cantando canções populares e revolucionárias, celebraram a realização do ato. Criméia Schmidt foi saudada por operários, camponeses, professores e estudantes. As ativistas do Movimento Feminino Popular (MFP) cantaram o hino do movimento em homenagem a Criméia e às combatentes do Araguaia.

Emocionada, Criméia destacou a importância das mulheres participarem ativamente das lutas do povo e chamou a atenção para os companheiros, que incentivem suas companheiras a participarem dessas lutas.

PE: colaborador de AND preso e agredido

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Recife:Momento da prisão de Elvis Magahães pelos militares

No ato contra a comemoração do golpe realizado em Recife, PE, o colaborador do jornal A Nova Democracia, Elvis Magalhães, foi arbitrariamente detido por militares e levado ao Hospital do Exército, onde permaneceu por algumas horas. Amigos, familiares e uma advogada permaneceram no local sem que o exército informasse sobre sua prisão e estado físico. Elvis estava filmando a manifestação e em sua bolsa estava apenas o seu material de trabalho: câmera e exemplares impressos do jornal.

Segundo a advogada Noeli Brito, Elvis foi liberado na madrugada de 2 de abril por determinação da juíza plantonista da justiça militar, mediante um alvará de soltura. “Eu e Dra. Maria José do Amaral acompanhamos o caso até sua liberação e chegamos a comparecer ao gabinete da magistrada, na Auditoria Militar, ali no Marco Zero, onde aguardamos a decisão pelo relaxamento da prisão, da qual tomamos ciência, como advogadas de Elvis, que foi liberado assim que retornamos ao Hospital Militar, para onde o Alvará fora enviado por e-mail. Ele está bem e obrigada a todos que ficaram na torcida para que o caso de desenrolasse da melhor maneira possível. Agora iremos para a Justiça Militar anular todo o procedimento, flagrantemente ilegal”, declarou a advogada no Facebook. Além de Elvis, outros jovens foram agredidos e revistados pela polícia.

A juventude combatente de Recife tem realizado uma série de atividades denunciando os crimes do regime militar e o caráter da farsa de “democracia” que ainda existe no Brasil. Exemplo disso é o Coletivo Bagaço, que produz graffitis impactantes com temas políticos.

MS: peça teatral na rua e atividades na universidade

Em Campo Grande (MS), o grupo teatral Imaginário Maracangalha fez uma apresentação pública da ‘Marcha do Rabo Preso’, criticando os 50 anos do golpe fascista. A peça, composta por oito pessoas, contou com o apoio de estudantes de Ciência Sociais e outros cursos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Em trecho do panfleto distribuído durante a peça pelos estudantes, homenageava-se “todos aqueles que foram perseguidos, torturados e assassinados por lutarem por liberdade”, e ainda que “milhares de manifestantes foram ou irão às ruas, nesta semana e nos próximos dias, demonstrar todo o seu repúdio ao fascismo, ontem e hoje, e ao Golpe de 64. E os que já sofreram bárbara repressão do Estado!”.

Em 31 de março, durante  o seu 2º encontro, o Comitê de Autodefesa das Mulheres da UFMS  evocou a memória das guerrilheiras tombadas na luta. Durante a atividade, com os rostos cobertos e punhos erguidos, as companheiras fizeram saudações  às combatentes da resistência contra o regime militar.

Uma militante de apoio da Rede Estudantil Classista e Combativa nos enviou o relato de que a assembleia de estudantes de História da UFMS realizou colagem de cartazes, roda de conversa e um debate com o tema ‘Ditaduras de segurança nacional’, que evidenciou a continuidade da repressão e fez crítica a “autoanistia do Estado e seus agentes”. Uma jornada de atividades sobre o golpe de 64 será realizada até maio, que culminará numa política e acadêmica de três dias.

GO: heróis do povo homenageados

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Juventude de Goiânia exigiu 'punição para os torturadores'

Em Goiânia, ativistas da Frente Independente Popular (FIP-GO) confeccionaram escudos com fotos de combatentes tombados na luta, entre eles: Pedro Pomar, Jana Moroni, Dinaelza Soares, entre outros. O professor Renato Nathan, camponês assassinado pela polícia em Rondônia em abril de 2012, também foi homenageado.

Entre as faixas, destacava-se uma do Movimento Estudantil Popular Revolucionário com a frase ‘Viva a gloriosa guerrilha do Araguaia!’, e outra da FIP: ‘Punição para os torturadores do regime militar!’.

SP: milhares nas ruas

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Fotos de mortos e desaparecidos políticos exibidos durante ato na Vila Mariana, São Paulo

No dia 31 de março, cerca de mil pessoas se reuniram em um ato na Vila Mariana, zona Sul da capital, para exigir a punição dos torturadores, assassinos e ocultadores de cadáveres durante o regime militar. Os manifestantes se concentraram em frente ao 36º DP, sede do antigo DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna), um dos principais centros de repressão e tortura, segurando cartazes com fotos de militantes mortos e desaparecidos políticos.

Na tarde de 1º de abril, cerca de três mil manifestantes convocados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizaram um protesto na Avenida Paulista com o tema ‘Ditadura Nunca Mais’. Durante o ato, a violência policial e projetos “antiterrorismo” que tramitam no Congresso Nacional foram duramente criticados. “Caixões” simbólicos com os nomes de mortos e desaparecidos da época foram confeccionados.

À noite, uma nova manifestação contou com a presença de diversas organizações populares. O ato foi amplamente divulgado nas redes sociais pela página ‘Ação Antifascista Brasil’.  Também ocorreu o ‘Cordão da Mentira’, que denunciou o genocídio da população pobre e negra e exigiu punição para os torturadores. O Cordão passou pela 3ª DP, local que serviu de base para operações repressivas.

Alunos da USP denunciam professor

Um vídeo amplamente divulgado na internet no dia 31 de março mostrou alunos da Universidade de São Paulo se manifestando durante a aula de um professor que tentou defender o golpe de 1964.

Os estudantes da Faculdade de Direito estavam tendo aula com o professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, quando ele começou a cometer uma palestra sobre o regime militar e distribuir um texto com os motivos pelo qual defende o que denomina de “revolução de 1964”.

Vários estudantes fizeram uma intervenção entrando na sala cantando a música ‘Opinião’, de Zé Keti, que inicia com os versos “Podem me prender, podem me bater/Podem até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião”.

Visivelmente exaltado, o professor, sem sucesso, tentou interromper o protesto estudantil.

Brasília: “Aqui mora um torturador”, Brilhante Ustra

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Manifestação de denúncia em frente a casa de Brilhante Ustra

Também no dia 31, ativistas protestaram em frente a residência do coronel e notório torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Com mais de 80 anos, Ustra, que segundo levantamento feito por ex–presos políticos e familiares de militantes mortos e desaparecidos, coordenou mais de 500 sessões de tortura, foi o único criminoso do regime militar a ser “condenado”, porém continua em liberdade.

A fachada da casa do coronel ficou repleta de faixas e cartazes com fotos de revolucionários assassinados durante o regime militar. Em letras garrafais ficou pichado diante de sua residência: “Aqui mora um torturador”.

Mais protestos

No dia 1º, também foi realizado em São Paulo um protesto em frente a residência do delegado aposentado da Polícia Civil, Aparecido Laertes Calandra, o “Capitão Ubirajara”. Dezenas de pessoas participaram da manifestação. Palavras de ordem foram gritadas e pichações foram feitas nos arredores e no muro da casa do torturador, localizada na Vila Independência, zona Sul da capital. As frases ‘1964 nunca mais’, ‘Torturador’ e ‘Calandra assassino’ ficaram estampadas nos muros e no portão.

Em Belo Horizonte (MG), o coronel aposentado Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos, apontado como torturador de pelo menos oito presos políticos, também foi denunciado por jovens que tomaram a calçada do prédio localizado na Rua Via Láctea, no bairro Santa Lúcia, e realizaram protesto.

Em outras cidades do Brasil ocorreram debates, palestras, exposições artísticas, peças teatrais e atos públicos pela passagem dos 50 anos do golpe fascista.

Manifestações na internet

Nos dias que antecederam o 1º de abril, muitas pessoas trocaram suas fotos de perfil no Facebook pela de algum desaparecido político do regime militar.

Do dia 15 de março até dia 1º de abril, a fan page do jornal A Nova Democracia fez uma série de homenagens aos combatentes. Por uma feliz surpresa, alguns familiares de desaparecidos políticos entraram em contato conosco parabenizando a iniciativa, como a filha do revolucionário Lincoln Bicalho, Tatiana Roque, que nos enviou a mensagem: “Fiquei muito emocionada com a homenagem ao meu pai Lincoln Bicalho Roque”. Lincoln era membro do comitê central do então revolucionário Partido Comunista do Brasil e é considerado “desaparecido” desde o dia 13 de março de 1973.

AND também produziu um vídeo com uma fala do professor Fausto Arruda, membro do conselho editorial do jornal, sobre o regime militar.

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