Mais um crime premeditado: Morte de operário na Arena Corinthians

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Fábio Hamilton da Cruz

“O estádio não está seguro para receber o público, tendo em vista que ainda não se adequou à legislação vigente e não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros” – afirma nota do Corpo de Bombeiros de São Paulo sobre a Arena Corinthians, divulgada após a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz, terceiro trabalhador morto nas obras do estádio.

Em agosto de 2012 já haviam sido apontadas 50 irregularidades no projeto do estádio e, até abril do ano corrente, persistiam 26 dessas irregularidades.

Logo após a morte de Fábio, o delegado Rafael Pavarina, do 24º DP, chegou a culpar o trabalhador pela sua queda e consequente morte. “Foi uma negligência da própria vítima”, afirmou o delegado em notícia publicada no portal G1 em 30/03/2014.

Com a comprovação de que o operário utilizava todos os equipamentos de segurança e as notícias de que a obra apresentava inúmeras irregularidades, a obra foi interditada e representantes da empresa Fast Engenharia, responsáveis pela montagem das arquibancadas da Arena, foram chamados no Ministério do Trabalho e ouviram dos técnicos que a obra só será liberada depois que a empresa instalar grades de contenção, mais cabos de segurança e ainda uma rede de proteção coletiva embaixo da área onde os operários trabalham.

Leandro Eli Gonçalves trabalhava com Fábio e tirou as últimas fotografias do amigo pouco antes de sua morte. Ele desistiu de continuar na obra.

“Quando eu cheguei ali naquela beira, olhei meu amigo caído lá embaixo, cheio de sangue, eu falei: ‘Dinheiro nenhum compra isso”, declarou Leandro a imprensa.

As obras da Arena Corinthians são responsabilidade da construtora Odebrecht. Orçadas em R$ 820 milhões, seus custos já ultrapassaram os R$ 900 milhões e podem passar de R$ 1 bilhão, sendo que desse total, R$ 400 milhões serão financiados pelo BNDES, ou seja, dinheiro do povo doado pelo governo federal à empreiteira que, diga-se de passagem, é uma das maiores financiadoras de campanhas eleitorais, seja da “situação” ou da “oposição”.

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