Israel: exportando reacionarismo (parte 2)

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Na primeira parte desta matéria viu-se que Israel vem aumentando a venda internacional de certos produtos, inclusive ao Brasil. Falou-se dos teleseriados e de formatos de programas para TV. Agora se abordará outros dois segmentos “gêmeos”, o militar e o da segurança privada.

Foi com entusiasmo que a Rede Globo noticiou, no Fantástico de 16 de fevereiro, as maravilhas de dois aviões não-tripulados israelenses, comprados pela gerência Dilma. Deslumbramento não menor que o registrado entre empresários brasileiros que têm propagandeado que Israel, no que tange ao setor da segurança particular, tornou-se uma “grife”.      

Ao primeiro olhar, esses episódios todos mostram um país capitalista ganhando dinheiro numa forte investida comercial. Até aí, nada de extraordinário.

O “diferente” (se é que se pode dizer isso no dominante sistema internacional, regido por práticas execráveis em todos os sentidos), são esses novos tipos de mercadoria que Israel está vendendo ao nosso país e ao mundo, bem como o artefato invisível que viaja escondido dentro dos pacotes.

Explicando melhor: esses itens que vêm crescendo na exportação israelense carregam consigo um componente ideológico nefasto, quase nunca detectado pelo brasileiro que assiste o Fantástico, acompanha seriados e programas na TV, ou que compra serviços/equipamentos de segurança nas lojas.

Tal componente é o fascismo, que constitui uma das mais peças mais malignas da  engrenagem do capitalismo-imperialismo. Despótico, conservador, agressivo, armamentista, preconceituoso, este é o componente reacionário que o sistema encaixa em si mesmo para bem fazer funcionar o monstrengo que é. 

VANTs: aviões invisíveis, crimes à vista de todos

Os dois Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANTs) apresentados na Globo em fevereiro, em aventuresca matéria de caça a contrabandistas, são drones, (mal) afamados equipamentos de guerra muito utilizados pelos ianques e israelenses nos últimos tempos.

As duas aeronaves, compradas pela gerência Dilma da Israel Aerospace Industries (IAI) pelo excessivo valor de R$ 80 milhões conforme suspeita o Tribunal de Contas, são silenciosas, invisíveis a grande altitude, possuindo câmeras precisas que conseguem produzir imagens de alvos (pessoas e lugares) além de 10 km.

Mostrados na TV apenas como espiões contra “bandidos”, na verdade os VANTs israelenses também podem lançar bombas, mísseis e outros artefatos. E, um alerta ao povo brasileiro que com razão se opõe à Copa do Mundo: os tais aviões serão usados pela polícia durante os jogos! Pelo menos é o que anunciam as “autoridades”, conforme página na internet Piloto Policial (pertencente à Aviação de Segurança Pública e Defesa Civil). 

Os mesmos modelos de VANTs vendidos ao Brasil têm uma história criminosa. Foram desenvolvidos e testados contra a população palestina, ao contrário do que afirmam os militares sionistas. As denúncias foram tantas que em janeiro de 2012 a ONU (sempre omissa quando se trata de defender povos agredidos pelo imperialismo) se viu empurrada a abrir uma espécie de tribunal, chamado Dando Nome aos Mortos (em inglês, Naming the Dead) para investigar as mortes de civis palestinos pelos VANTs israelenses. E de outros povos do Oriente e África, pelos drones dos USA.

Assim, tais aparelhos chegam ao nosso país dotados do componente criminoso do fascismo. Algo comparável, por exemplo, à aquisição de uma hipotética máquina trituradora de ossos, exportada pela Alemanha de Hitler, desenvolvida nos campos de concentração.

Exagero?

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