Notícias da Guerra Popular

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Índia: prossegue o boicote à farsa eleitoral

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Ataque do EGPL que aniquilou cinco policiais em 24 de abril

Com objeto de romper o muro de silêncio e desinformação do monopólio internacional da imprensa, o blog ‘Revolución Naxalita’, durante todo o mês de abril, divulgou as notícias da campanha de boicote à farsa eleitoral realizada pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).

As ações vão desde ataques a forças policiais e funcionários ligados à realização das eleições, que se prolongaram por mais de um mês, até atividades de propaganda e boicote nas zonas eleitorais. Divulgamos algumas delas, ocorridas na segunda quinzena do último mês.

Cinco policiais aniquilados em explosão

24 de abril: a agência EFE informou que oito pessoas (cinco policiais e três funcionários do processo eleitoral) foram aniquilados após a explosão de uma mina terrestre na localidade de Shikaripara, estado de Jharkhand. A mina explodiu quando o veículo retornava de um comício transportando urnas eletrônicas. Outras doze pessoas ficaram feridas, entre elas um oficial da polícia, afirmou o inspetor Anurag Gupta.

Esta notícia, devido à grande repercussão, foi divulgada, inclusive, em sites de jornais do monopólio da imprensa no Brasil.

Ataques contra empresas construtoras

22 de abril: a agência TNN trouxe a público que, por volta das 18h30 da tarde do dia 21, um grupo com mais de 50 combatentes do EGPL incendiou três caminhões, uma escavadora e um trator utilizados na construção da estrada Dechlipetha-Jimalgatta, na região de Gadchiroli.

Um dia antes, 20 de abril, outro ataque foi realizado contra instalações de uma empresa de construção de estradas na aldeia de Peeding, região de Saranda, em Jharkhand. Um segurança foi aniquilado e equipamentos foram incendiados, informou a agência PTI.

Guerrilheiros boicotam colégio eleitoral

21 de abril: segundo a agência IANS, um grupo de guerrilheiros realizou ação de boicote em uma das escolas onde se realizavam as eleições no distrito de Jamui, estado de Bihar. ‘Bombas de cilindro’ foram usadas na ação.

Ação contra funcionários eleitorais e policiais

18 de abril: um confronto entre o EGPL e forças policiais foi registrado no distrito de Rajnandgaon, em Chhattisgarh, quando os agentes da polícia local e da Força Fronteiriça Indo-Tibetana escoltavam um grupo de funcionários eleitorais, informou a página Zee News.

 Policiais feridos em confrontos

18 de abril: Três policiais ‘jawans’ (paramilitares) e mais um homem ficaram feridos durante um enfrentamento armado com os guerrilheiros maoístas nas proximidades das Colinas Lugu, em Giridih. O confronto teve início quando os guerrilheiros detonaram um explosivo contra o veículo que transportava os agentes de repressão. A notícia foi veiculada pelo periódico em inglês The Avenue Mail, do estado de Jharkhand.

Neste mesmo dia, outro policial ‘jawan’ também ficou ferido numa selva do distrito de Bokaro, próxima a aldeia Tulbul.

EGPL captura funcionários eleitorais e os liberta

17 de abril: combatentes do EGPL capturaram vários funcionários eleitorais da zona de Chitrakonda, distrito Malkangiri, no estado de Odisha. Segundo o periódico Odisha Times, eles foram libertados em seguida.

Fontes policiais disseram que o grupo de funcionários eleitorais havia se transferido para Chitrakonda para tentar realizar as eleições, que estavam com risco de suspensão após uma ação guerrilheira realizada no dia 10.

Quando o grupo eleitoral chegou a aldeia de Kunturapadar, cerca de cem guerrilheiros os renderam e levaram ao interior de uma selva.

Chegando num determinado local, os combatentes do EGPL gritaram algumas palavras de ordem contra a farsa eleitoral e entregaram uma carta com os seguintes pontos de reivindicação: melhorias nos serviços de saneamento; educação; solução para os problemas relacionados com a terra; água potável; fim das prisões de pessoas inocentes; e liberdade aos aldeãos presos arbitrariamente. Na carta, os maoístas também exigiam que a administração local parasse de usar professores na realização de eleições. Mais informações, conferir o blog ‘Revolución Naxalita’.

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Filipinas: novo pacto semicolonial

Um novo pacto de segurança entre o USA e as “autoridades” do velho Estado filipino foi assinado com o intuito de garantir uma “maior estabilidade na região”.

O acordo permite o reforço da “presença rotativa” das forças imperialistas do USA no país e que soldados ianques treinem e realizem exercícios com as forças armadas mercenárias filipinas para “segurança marítima”, “assistência a desastres” e “ajuda humanitária”.

Com estas desculpas, o Estado filipino visa incrementar, com apoio ianque, o combate à guerra popular que é levada a cabo no país pelo Novo Exército do Povo (NEP), dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas. Não à toa, a passagem de Obama por lá foi motivo de grandes protestos populares no fim de fevereiro.

Em nota, o Partido Comunista das Filipinas fez um “chamamento ao povo filipino para que se oponha aos objetivos do USA de criar um novo tratado base que permita que novas tropas e material de guerra tenham as Filipinas como sede e, por outro lado, assegurar o compromisso dos funcionários de Aquino (o “presidente” do país) de revisar a constituição de 1987 para suavizar o caminho à participação do governo filipino em negociações impulsionadas pelo USA em torno do bloco de comércio Trans-Pacific Partnership”.

A nota completa em espanhol pode ser lida no blog ‘Odio de Clase’ no link: http://odiodeclase.blogspot.com.br/2014/04/comunicado-del-partido-comunista-de.html

Informante do exército aniquilado

Com informações de secoursrouge.org
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Prefeito alcaguete do exército reacionário aniquilado pelo NEP

Em 26 de abril o Novo Exército do Povo  aniquilou o prefeito de Gonzaga, no distrito de Cagayan. Ele teria sido condenado por um tribunal popular em 2012 por ter agido como informante do exército reacionário e apoiado um ataque contra um acampamento do NEP em 2010. O prefeito foi baleado por um comando de oito homens armados com fuzis de assalto enquanto presidia uma cerimônia de hasteamento da bandeira na frente da prefeitura.

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