Um jornalista com boa visão

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Montezuma lança seu livro no interior de São Paulo

O sumiço de documentos do extinto Grupo Executivo das Terras do Araguaia e Tocantins (Getat) e os imbróglios no surgimento do Mercosul são alguns dos assuntos do livro Do jeito que vi, com relatos da caminhada jornalística de Montezuma Cruz. “Conto alguns aspectos das pelejas fundiárias, embora não tenha me aprofundado na luta pela terra e na corrida do ouro em Rondônia, algo que estou alinhavando para o próximo livro”, explica o autor.

Do jeito que vi é um documento precioso sobre os anos do século passado, quando as pessoas tinham tempo para ler. Cabia aos jornalistas reconstruir a realidade inacessível aos demais mortais, usando equipamentos que hoje são peças de museu”, escreve o jornalista Carlos Gilberto Alves no prefácio.

Ex-correspondente de jornais paulistanos e cariocas em Rondônia, Mato Grosso e no Maranhão, Montezuma expõe detalhes da reportagem nos anos 1970, 80 e 90, destacando fatos risíveis, alguns comprometedores. Por exemplo, conforme ele diz: “O governador de Rondônia perde o piloto para o cartel do narcotráfico e confessa o ‘golpe’ ao diretor geral da Polícia Federal, numa sala por onde entra o repórter, ouvindo toda a conversa. Foi o coronel Jorge Teixeira de Oliveira, o Teixeirão, que depois ficou indignado com a notícia dada pelo Jornal do Brasil, mas foi obrigado a se conformar, porque os cartéis da droga prosperavam em Rondônia, mesmo antes da sua transformação de território federal em estado”.

Outro fato lembrado no livro: a ‘invasão’ de migrantes do Sul e Sudeste do país em Machadinho d’Oeste fez Rondônia alcançar o primeiro milhão de habitantes. Agricultores morriam de malária e sem o mínimo crédito para formar lavouras. “Na divisa com Mato Grosso, perto de Cacoal, jagunços mataram a tiros o jovem padre italiano Ezechielle Ramin, que defendia indígenas e camponeses. O assassinato criou um clima de comoção da Amazônia à Santa Sé Católica, em Roma. Uma semana antes do assassinato, eu estive com o padre na região do Aripuanã”, conta Montezuma.

Do jeito que vi tem outras histórias de redação na trajetória do repórter entre as Três Fronteiras (Brasil-Paraguai-Argentina), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Planalto Central Brasileiro, Amazonas, Rondônia e Maranhão, estados e Distrito Federal, nos quais Montezuma trabalhou em quatro décadas de profissão. O livro tem 144 páginas (Anexo Soluções Integradas-Brasília) e é vendido pelo Correio, a R$ 33 o exemplar, o frete incluído. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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