1º de Maio: bandeiras erguidas contra a exploração

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Turim, Itália

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Istambul, Turquia

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Goiânia, Brasil

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Palestina

O 1º de maio, Dia do Internacionalismo Proletário, foi celebrado nos cinco continentes como a história das lutas das classes populares manda que seja: com protestos e manifestações de cunho classista e com muita combatividade para rechaçar as políticas anti-povo e enfrentar a violência das forças de repressão.

Na Grécia, dezenas de milhares de trabalhadores e estudantes saíram às ruas para um 1º de Maio de fazer tremer as espinhas dos seus inimigos de classe. Sob o lema de que as riquezas são “fruto dos esforços dos trabalhadores”, uma multidão cercou o parlamento grego, no centro de Atenas, em uma altiva demonstração de autoridade das massas ante os vende-pátria e interventores estrangeiros que, juntos, há anos vêm implementando no país um dos maiores arrochos dirigidos ao mundo do trabalho em toda a história do capitalismo.

Na Itália, manifestantes e policiais se enfrentaram na cidade de Turim. Três pessoas foram presas e sete agentes da repressão ficaram feridos. O proletariado italiano explode em revolta contra um sem fim de “medidas de austeridade” postas em prática justamente no momento em que o povo é castigado com a maior taxa de desemprego no país desde 1977. Grandes manifestações também foram realizadas em Marselha, na França, em Londres, Moscou e Lisboa.

Algumas das maiores escaramuças do 1º de maio de 2014 entre trabalhadores e forças de repressão aconteceram na Turquia, cujo gerenciamento fascista mobilizou sua polícia política para tentar sufocar ferozmente os protestos populares do Dia do Internacionalismo Proletário. Os confrontos mais violentos aconteceram quando a repressão, usando gás lacrimogêneo e canhões de água, tentou impedir a massa de marchar até a Praça Taksim, onde o “governo” proibiu manifestações populares. Pelo menos 58 pessoas ficaram feridas e nada menos que 139 manifestantes haviam sido presos até o fechamento deste artigo.

Lá, onde o Partido Comunista da Turquia / Marxista-Leninista (TKP/ML) atualmente dirige a Guerra Popular, centenas de pessoas carregaram cartazes e bandeiras em homenagem ao grande dirigente comunista  Ibrahim Kaypakkaya, fundador do TKP/ML assassinado em 1973, aos 24 anos.

Em países da Ásia, como Malásia, Paquistão, Camboja, Palestina e na região administrativa de Hong Kong, entre outros, as massas protagonizaram massivos protestos e confrontos com o aparato repressivo da grande burguesia. Nas Filipinas, manifestantes incendiaram um boneco gigante do “presidente” Benigno Aquino, que recentemente assinou um novo tratado de submissão nacional com o USA.

Por todo o mundo, particularmente na Europa, o proletariado tratou de construir um 1º de Maio classista e combativo, não obstante as manobras do peleguismo e do oportunismo visando cavalgar as marchas, passeatas e manifestações gerais das massas trabalhadoras, tentando desvirtuá-las do seu viés anticapitalista e intentando extrair delas dividendos eleitoreiros; arquitetando enquadrar o histórico caráter reivindicatório do 1º de Maio das massas na retórica da “solução da crise”.

Foi mais ou menos o que aconteceu na Espanha, onde os líderes dos dois maiores sindicatos do país empunharam microfones em meio às multidões em marcha para dizerem que não reconhecerão a recuperação econômica propalada pelo gerenciamento Mariano Rajoy até que o desemprego na Espanha caia. O índice atualmente está em torno de 26% da “população ativa”.

Mas foi no outro país da Península Ibérica, Portugal, onde todas as fronteiras da demagogia e do escárnio dirigidos às massas pauperizadas europeias foram ultrapassadas. “Celebrando” o 1º de Maio com seus cúmplices da agremiação oportunista Partido Social-Democrata, o “primeiro-ministro” Passos Coelho citou uma “coincidência feliz” de os portugueses estarem comemorando os 40 anos da Revolução dos Cravos, que colocou um ponto final ao fascismo salazarista em Portugal, no exato momento em que o país está passando o atestado de “aluno exemplar” da famigerada Troika, a tríade formada por FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, implementando, com direito a louros dos interventores, toda sorte de medidas de arrocho contra os trabalhadores daquela nação.

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Hong Kong

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Bangladesh

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Taiwan

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Espanha

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Grécia

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Camboja

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Los Angeles, USA

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Paquistão

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