Que não seja por falta de canetas

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Indígenas e apoiadores se manifestam pelas ruas de São Paulo

No último dia 24 de abril, mês que é celebrado o “descobrimento” do Brasil e o Dia do Índio”, o povo Guarani de São Paulo realizou um ato para exigir a imediata demarcação de suas terras, processo que se encontra engavetado desde 2013.

A Terra Indígena Jaraguá foi reconhecida nos anos de 1980 com 1,7 ha, a menor do país. Segundo os guaranis, a maior parte da área de ocupação tradicional ficou de fora desses limites. Em abril de 2013, a Funai reconheceu os estudos para correção dos limites da Terra Indígena Jaraguá, totalizando 532 hectares, incluindo a aldeia Tekoa Pyau, desautorizando uma decisão judicial que determina o despejo de cerca de 700 Guaranis da aldeia, localizada no Pico do Jaraguá. Porém, no final de 2013, a justiça determinou a reintegração de posse. Justamente por isso os guaranis estão pedindo apoio ao Tribunal, que vai julgar recurso apresentado pelo MPF e pela União, contra essa absurda decisão, tendo em vista o já “reconhecimento” da Funai.

O ato contou com cerca de 400 indígenas (das Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã, uma no Pico do Jaraguá e outra no extremo sul da Grande São Paulo) e teve 800 ou mais pessoas, que saíram por volta das 18hs. Após a concentração no vão livre do MASP, os guaranis tomaram a Avenida Paulista para chamar a atenção dos populares e arrecadaram canetas em balaios – forma que encontraram para pressionar o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo a assinar o reconhecimento das terras indígenas.

No dia 16 de abril, cerca de 50 Guaranis de aldeias da Grande São Paulo surpreenderam os seguranças e dançaram na área interna do Colégio Anchieta e distribuíram um manifesto, justificando a ocupação e relatando a situação vivida por eles em suas aldeias na cidade e também sobre o “Dia do Índio”.

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