Índia: liberdade para o professor Saibaba!

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Manifestações de repúdio ao sequestro clandestino e a arbitrária prisão do professor indiano GN Saibaba estão acontecendo em muitos países, como Grécia, USA, Brasil e Inglaterra. A propagada da “democracia” na Índia revela-se, a cada dia mais, uma farsa. Dr. Saibaba, um firme ativista dos direitos do povo que tomou parte nas campanhas de solidariedade à resistência na Palestina e no Iraque; e nas lutas do povo para a autodeterminação na Caxemira e nos estados do nordeste da Índia, foi covardemente atacado e sequestrado dentro da Universidade de Delhi em 9 de maio último.

Saibaba sempre esteve na vanguarda dos movimentos populares contra a “Operação Caçada Verde” e também na luta pela libertação de todos os presos políticos. A guerra do Estado indiano contra o povo, conhecida pelo nome de “Caçada Verde” é uma guerra lançada sobre os mais pobres entre os pobres da Índia Central e Oriental que estão lutando para proteger a terra, a floresta e os recursos naturais contra a ganância das grandes corporações transnacionais. E fez mais uma vítima.

A Associação dos Trabalhadores Indianos na Grã-Bretanha, que reúne democratas, intelectuais, estudantes e trabalhadores indianos, condenou mais este ato fascista da polícia indiana. “Apelamos a todos para unirem-se àqueles que já estão protestando contra a prisão ilegal do Dr. Saibaba”.

Horas depois da prisão do professor, ativistas e professores da Universidade de Delhi, liderados pela conhecida e respeitada escritora Arundhati Roy, realizaram uma coletiva de imprensa na casa do professor Saibaba, reafirmando que a sua prisão foi “totalmente arbitrária e ilegal” e que isso foi, também, uma tentativa vã de abafar a voz da luta das massas. Eles exigiram que Saibaba fosse libertado incondicionalmente, por motivos profissionais e de saúde.

Arundhati Roy, indignada com a prisão do Dr. Saibaba, disse: “Isto é um desrespeito descarado aos direitos constitucionais do cidadão indiano. Anteriormente, este problema estava acontecendo apenas nas aldeias pobres, onde ninguém poderia questionar os estupros e sequestros, mas agora chegou também às cidades”. Ela acrescentou que atos como esta Lei (de Prevenção) foram feitos para atender apenas aos interesses dos chefes políticos do país; e o professor Saibaba foi mais uma vítima desta arbitrariedade.

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“Eles usam os paramilitares contra os pobres, quando estes começam a questionar as medidas do governo para a aquisição de florestas, e usam a violência policial contra os intelectuais urbanos. Há mais de 200 memorandos de entendimento assinados, secretamente, entre o governo e os órgãos sociais e, quando as pessoas os questionam, o governo termina por marcar a todos como membros de uma organização proibida”, disse ainda Roy.

Kavita Krishnan, ativista dos direitos das mulheres e líder da Associação Progressista de Mulheres, classificou a prisão do Dr. Saibaba como perseguição e punição sem fundamento.

Nandita Narain, presidente da Associação dos Professores Universitários de Delhi, disse que “ele foi interrogado duas vezes meses atrás. E o seu estado de saúde é ruim, e não havia nenhuma maneira dele fugir, e eles não tinham o direito de tirá-lo de Delhi clandestinamente”.

Membros do Comitê Civil pela Liberdade, do Partido Republicano da Índia, da Associação Progressista de Mulheres Democratas, do Comitê pela Libertação dos Presos Políticos, da Frente Telangana e do Comitê de Amigos e Familiares dos Mártires fizeram uma expressiva manifestação de protesto contra esta absurda prisão.

Ramdev, irmão do Dr. Saibaba, denunciou o isolamento a que este está submetido e que os carcereiros não lhe entregam os medicamentos utilizados desde que sofreu uma parada cardíaca, há dois anos, o que configura tortura.

Em Londres, uma manifestação de protesto condenando o sequestro ilegal e a prisão do Prof. Saibaba, e exigindo a sua libertação incondicional, ocorreu em frente ao Alto Comissariado Indiano, em Holborn, no dia 14 de maio.

Embora tenha sido anunciado que ele está sob custódia judicial e não da polícia indiana, é muito importante que as manifestações de solidariedade ao professor Saibaba continuem.

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