Simpósio Internacional sobre Presos Políticos

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Nos dias 26 e 27 de abril últimos foi realizado em Istambul, Turquia, o Simpósio Internacional sobre Presos Políticos. Os problemas dos prisioneiros políticos e a deterioração das suas necessidades, em cativeiro, é um problema internacional que preocupa todas as forças políticas progressistas. Durante o evento foi discutido o lançamento de campanhas conjuntas de defesa legal e mobilização, chamando pela liberdade dos prisioneiros políticos em cada país, pelo fim da tortura e abuso daqueles que estão presos.

O evento contou com a presenca de advogados democráticos e defensores dos direitos do povo de vários países, entre eles Holanda, Alemanha, Austrália, Irã, Inglaterra e Brasil, unidos sob o entendimento de que a defesa dos direitos dos prisioneiros políticos é inseparável da luta por democracia e por libertação social.  Centenas de ativistas, ex-presos políticos e familiares reafirmaram sua disposição de seguir com esta tarefa de solidariedade internacional como parte importante da luta política contra o imperialismo e os Estados locais reacionários.

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), em documento, lembrou que o sistema capitalista, na tentativa de superar todos os obstáculos à maximização do lucro, agride nações e busca a dominação completa e a aniquilação das forças que o combatem. E denunciou a existência de “cerca de 560 mil presos no Brasil, entre eles centenas de camponeses que estão encarcerados por causa da sua participação direta na luta pela terra, que se aprofundou muito no Brasil nos últimos anos. Mas o Estado tem tentado descaracterizar o significado político desta luta, insistindo em acusar os camponeses como criminosos e delinquentes comuns. Muitos camponeses têm sido assassinados antes de serem presos, caso dos camponeses Gilson, Sabiá, Sr. Luiz, Renato Nathan, entre outros. E muitos têm mandado de prisão expedido.”

Desde junho de 2013, quando irromperam imensas mobilizações populares e combativas em todo o país, centenas de pessoas foram presas. E com a continuidade das lutas por direitos, inúmeras medidas repressivas estão sendo tomadas, informou ainda o Cebraspo. “O governo de turno colocou o exército nas favelas do Rio de Janeiro, para em seguida estender a repressão a todo o povo através das forcas armadas nas ruas das principais capitais do país. Novas leis como a Lei Antiterrorismo, Lei de Crime de Desordem em Local Público, Lei Geral da Copa e Portaria do Ministério da Defesa de Garantia da Lei e da Ordem. Todas estas novas leis qualificam os chamados ‘movimentos sociais’ como forças oponentes, mas acabam por desmascarar a farsa do chamado Estado Democrático de Direito no Brasil, que nada mais e do que um Estado policial”.

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