Música regional do Brasil

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Compositor, intérprete e violonista, o gaúcho Marco Aurélio Vasconcellos transita pelo nativismo de sua terra e pela música popular brasileira como um todo. Premiado em festivais e projetos diversificados enquanto gêneros, Marco se diz um apreciador de música, capaz de interpretar, a seu modo, qualquer estilo.

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— Estou com 74 anos e mexo com música desde os meus 17 anos de idade, a partir de um empréstimo de um violão de um grande amigo. Naquela época não tinha conhecimento algum sobre o instrumento, então tentava solar alguma coisa, ia pegando métodos de instrução para violonista — recorda Marco.

— Quando aprendi o suficiente para me acompanhar em alguma música, que na época era a bossa nova, do samba canção, o que ouvia. Foi assim até 1972 quando participei de um festival de música popular lá em Caxias do Sul, no interior do estado, com uma canção intitulada Acalanto, e tive a felicidade de vencer.

Nesse festival, Marco conheceu o poeta gaúcho Luiz Coronel, que o incentivou a participar de um da canção nativista.

— Ele me mandou uma letra e disse: ‘Olha, faz uma música para concorrer no Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana’. Esse é conhecido como o mais importante festival dessa linha. Após ele é que vieram os muitos outros que existem no estado — relata.

— Mas eu não sabia nada sobre a canção nativista. Ouvi o LP da edição anterior e vi que realmente estava como um peixe fora d’água, sem vínculo com esse tipo de canção. Acabei fazendo uma melodia rotulada de milonga estilizada. E essa canção caiu no agrado popular, ficando em segundo lugar.

— A partir desse momento passei a fazer praticamente só música nativista, dentro do meu espaço de conhecimento, da minha vivência musical até então. Fui agraciado em muitos outros festivais com vários prêmios, seja de melhor intérprete, compositor, melhor letra, apesar de que não é meu forte fazer letras. Normalmente prefiro procurar grandes poetas, letristas e musicar o que me fornecem — comenta.

Ele acredita que essa música nativista que conheceu depois de já trabalhar outros estilos, na verdade estava impressa no seu imaginário gaúcho.

— Sou de Santa Maria e minha família pelo lado paterno tinha uma pequena propriedade rural lá em Alegrete, onde eu ia passar pelo menos um mês por ano quando criança. E aquela vivência com as coisas do campo, com aquele linguajar totalmente diversificado da cidade grande, mexia muito comigo.

— Ficava fascinado pela força de vocabulário campesino, do homem do campo, tinha fascinação pelas coisas do campo: o cavalo, a lida com o gado etc. Acredito que essas coisas estavam lá dentro do meu imaginário, mas nunca havia colocado para fora em termos de música — continua.

— Isso só aconteceu naquele momento que tive contato com a canção nativista gaúcha. E provavelmente esses antecedentes foram quem sabe a mola propulsora da realização dessas canções nativistas que faço agora, a minha moda é claro, um pouco afastada do nativismo convencional.

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