O extraordinário Dr. Bethune

“O Dr.Bethune foi um exemplo de abnegação. Ele foi totalmente dedicado aos outros. Ele amava e era amado pelo povo” Mao Tsetung
“A China e o mundo pelos quais lutamos terão paz e justiça, ficarão livres da fome e da tirania, do ódio, de privilégios e do uso arrogante do poder. E finalmente ficarão livres de todo valentão uniformizado, que golpeia, decapita e dispara em civis desarmados” Dr. Bethune
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Norman Bethune trata de guerrilheiro ferido durante resistência contra a invasão japonesa

Um brilhante médico, ocupando cargo de chefia em um dos mais importantes hospitais do seu país, que se imbuiu do mais alto sentimento de internacionalismo proletário e teve a coragem, o abnegação e a generosidade de largar tudo para, em um primeiro momento, ir ajudar os que lutavam contra o fascismo na guerra civil espanhola e depois colaborar com os chineses nas tropas de Mao Tsetung na guerra de resistência contra a invasão japonesa.

Henry Norman Bethune nasceu em Ontário, Canadá, em 3 março de 1890 no seio de uma família de ascendência escocesa com médicos destacados e missionários da igreja presbiteriana. Em 1909 ingressa na universidade. Em 1911 interrompe seus estudos por um ano para, como professor voluntário, alfabetizar em inglês trabalhadores imigrantes pobres. Em 1914, quando se deflagra a 1º Guerra Mundial, novamente suspende seus estudos e vai servir como maqueiro. Foi ferido, hospitalizado, e quando recuperado volta ao seu país onde se forma em medicina em 1916. A guerra ainda continuava e foi servir em um hospital na Inglaterra.

Escreveu livros de medicina, desenvolveu instrumental e técnicas em cirurgia torácica. Mas seu interesse maior se torna a face socioeconômica das doenças. Nos anos da Grande Depressão atendeu gratuitamente os necessitados. Lutou, sem sucesso, por um sistema de saúde pública no seu país, chegando a indispor-se com colegas de profissão.

Em 1935 viaja à União Soviética para observar como funcionava o sistema de saúde e, ao vivenciar essa nova realidade, se torna comunista. Em seu retorno, ingressa nas fileiras do Partido Comunista do Canadá.

No ano seguinte explode a guerra civil espanhola e ele prontamente abandona seu posto de chefia no Hospital Sacré-Coeur de Montreal e vai servir como médico voluntário nas Brigadas Internacionais antifascistas.

Muitos feridos de guerra morrem por hemorragia, e ele tem uma ideia inédita na época: criar uma unidade móvel de transfusão de sangue. Ninguém apoia sua iniciativa por considerá-la inviável. Então ele mesmo se encarrega de financiar e montar em uma camionete um refrigerador, um esterilizador e o material médico necessário, além de uma rede de coleta e translado do sangue até os necessitados.

De dia operava os combatentes na frente de batalha e a população civil atingida, à noite conclamava doadores de sangue pelo rádio. Salvou inúmeras vidas.

Em 1937 volta ao Canadá a fim de arrecadar fundos e voluntários para a luta contra o fascismo na Espanha.

Em 1938 decide que o lugar no mundo onde toda sua experiência poderia ser mais proveitosa era na China, que sofria a invasão japonesa na Segunda Guerra Mundial. Organiza os serviços de saúde no Exército Vermelho, treina médicos e enfermeiros. Em condições extremamente precárias trabalha incansavelmente. Sua saúde já estava debilitada e ao operar um paciente sem se proteger adequadamente, pois tinham acabado as luvas de borracha, cortou um dedo e foi tomado por uma infecção. Em 12 de novembro de 1939 morria vítima de septicemia.

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