Cantando história

Cantor, compositor, instrumentista, luthier e pesquisador de cultura e folclore, Sueldo Fernandes é um artista brasileiro que trabalha no sentido de fazer músicas que têm histórias. Empenhado em circular com cultura, preparou um show temático falando das Américas, repleto de músicas autorais e instrumentos que ele mesmo confeccionou.

http://www.anovademocracia.com.br/132/19a.jpg— Sou natural de Santos, mas já viajei o mundo inteiro e morei em vários locais, guardando uma bagagem cultural bem diversificada. Minha família tem influências nordestinas e eles me passaram muito das coisas de lá. Tudo isso sempre foi complementado com a música, porque desde a minha infância já fazia composições, e comecei cedo no violão.

— Estudei canto e participei do Coral da Universidade de São Paulo. Assim fui me desenvolvendo como músico, ganhando forma. Passei bastante tempo como vocalista em um conjunto de bailes, depois vim morar em São Paulo e aqui iniciei carreira solo — continua Sueldo.

— Queria tocar vários instrumentos, gostava de muitos, e comecei a imaginar um show em que pudesse introduzi-los. Minha ideia era fazer algo diferente do que normalmente via: contar a histórias ao invés de simplesmente tocar as músicas. Informar as pessoas sobre alguma realidade.

O show temático ‘Cantante Romântico das Américas’, seu principal trabalho, faz uma viagem pelas Américas, contando a história do continente através da música.

— A primeira delas é uma cantiga folclórica tocada no maracaxá, que é um instrumento de percussão utilizado em rituais indígenas na região amazônica. Ela mostra o Brasil nesse espaço e suas influências nordestinas — expõe.

— Nesse espetáculo as canções fazem parte de uma dramaturgia, do cotidiano de um povo, da nossa realidade. É uma viagem com muita cultura que passa por muitas gerações, séculos, até a atualidade, o nosso tempo. Se formos olhar de verdade, o Brasil tem muito a ver com todo o continente, não está isolado.

— Aqui tem um pouco de tudo, se olharmos a cidade de São Paulo, por exemplo, vemos influências diversas de outras partes do país e do continente. Trabalho muito com a música folclórica, faço uma intensa pesquisa nessa área — continua.

A cultura latinoamericana não tem muito espaço na mídia, assim como a regional brasileira.

— Fazendo esse trabalho acredito que estou abrindo um espaço não só para mim, como também para essa cultura. Mostro a cultura brasileira de norte a sul com influências indígenas, pantaneiras, nordestinas, e também as músicas e ritmos dos vizinhos Argentina, Paraguai, Bolívia, que estão presentes em nossa cultura.

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