I Encontro do Movimento Feminino Popular – Rio

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Primeiro Encontro Regional do MFP-RJ: vitória da luta popular

Nos dias 31 de maio e 1º de junho o Movimento Feminino Popular (MFP) do Rio de Janeiro realizou seu primeiro Encontro Regional, que contou com a participação de estudantes, professoras e ativistas do movimento popular na capital fluminense, reunidas para discutir sobre a questão feminina e o papel da mulher nas lutas do povo.

Ainda na abertura do Encontro houve atribulações. O local previsto para sua realização, o Morro Chapéu Mangueira, na Zona Sul, foi palco de uma brava manifestação puxada por moradores contra mais uma atrocidade cometida pela UPP: a tentativa de assassinato de um jovem. As companheiras do Encontro adiaram a programação do primeiro dia e, junto aos moradores, desceram o morro em marcha, tomando as ruas de Copacabana (ver matéria na página 12 desta edição).

O segundo dia, acumulando a experiência fundamental do primeiro, seguiu-se com amplos debates sobre o panorama político nacional e internacional. A linha do MFP foi discutida à luz de excepcional exposição teórica.

O Encontro foi essencial para consolidar o estudo sobre o papel da mulher trabalhadora na transformação da sociedade. O MFP serve a impulsionar a participação das mulheres nas lutas estudantis, camponesas, operárias e dos trabalhadores em geral, entendendo que elas sofrem uma opressão a mais que o homem de sua classe, uma opressão milenar de gênero surgida com o início da propriedade privada e, em consequência, com o surgimento das classes. Sua libertação apenas será possível com a extinção das classes. Lutar por sua libertação é também lutar pela libertação de todas as classes exploradas. Enquanto metade do povo, sua presença nas fileiras revolucionárias é condição sem a qual não se pode derrocar o sistema de exploração.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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