Do Sul ao Nordeste, rodoviários em greve

A- A A+
Pin It
http://www.anovademocracia.com.br/132/11a.jpg
Manifestação pelas ruas do Rio de Janeiro

Desde o dia 7 de maio, quando os trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro atropelaram a direção pelega do sindicato e decidiram pela greve por melhores salários e condições de trabalho, em várias outras capitais e cidades do país essa numerosa categoria que figura entre as maiores e ocupa um posto estratégico para a economia do país, tem se mobilizado de forma intensa e deflagrado greves.

No dia 22, os trabalhadores rodoviários de Teresina – PI, Cuiabá – MT, São Luís – MA e em 11 cidades da Grande São Paulo decidiram paralisar os trabalhos.

Em Teresina, os motoristas e cobradores paralisaram mais da metade da frota a partir da madrugada do dia 23 exigindo 10% de reajuste salarial, aumento no tíquete alimentação e redução da jornada de trabalho das atuais 7h e 20 minutos para 6 horas. A greve foi mantida até o dia 26 quando, em assembleia, a categoria decidiu aceitar 7,5% de reajuste, contra os 5,8% oferecidos inicialmente pelos patrões.

Em Cuiabá, a greve atingiu 100% da frota na capital e em Várzea Grande, Região Metropolitana. As principais instituições de ensino tiveram que suspender as aulas durante os dois dias de greve. Os trabalhadores reivindicavam reajuste salarial, vale alimentação e outros direitos. No dia 24, os trabalhadores decidiram suspender a greve após conquistarem 7,15% de reajuste salarial, além de fornecimento de protetor solar pelas empresas. Os motoristas e funcionários também passarão a receber vale alimentação no valor de 5,6% dos salários, sendo que os motoristas o receberão a partir de julho e os demais funcionários a partir de dezembro deste ano.

Em São Luís, a greve chegou a atingir 100% da frota. As 25 empresas de transporte coletivo que atuam na capital maranhense tiveram suas garagens paralisadas. Os trabalhadores rodoviários reivindicavam 16% de reajuste salarial para motoristas, cobradores e fiscais, tíquete alimentação no valor de R$ 500,00, melhorias no plano de saúde e melhores condições de trabalho.

http://www.anovademocracia.com.br/132/11b.jpg
Assembleia dos rodoviários em São Luís (MA)

A assembleia da categoria definiu que a paralisação será mantida por tempo indeterminado. No dia 3 de junho, conclusão desta matéria, a paralisação continuava atingindo a totalidade da frota de São Luis e não havia acordo entre trabalhadores e patrões.

No estado de São Paulo, desde a tarde de 21 de maio, 11 municípios presenciavam a greve das empresas Mobibrasil e Viação Osasco. Essas empresas atendem os municípios de Diadema, São Bernardo do Campo, Osasco, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus, Barueri, Santana de Parnaíba e a capital.

Desde a madrugada, piquetes de trabalhadores nas garagens impediam que ônibus saíssem e agitavam a greve. Em Osasco a representação sindical dos trabalhadores rodoviários é pulverizada, havendo sindicatos de condutores e de funcionários das empresas, mas, a exemplo de outras greves ocorridas no último período, essa paralisação também foi realisada de forma independente do sindicato.

Os trabalhadores rodoviários se revoltaram contra a direção do sindicato que havia acordado com as empresas um reajuste de 8% quando a categoria reivindicava 15%.

“Nem empresas nem o sindicato nos consultaram sobre esse reajuste. Já que o sindicato não vem para a rua com a gente, nós decidimos parar” – declarou o cobrador Roberto Meiado ao estadao.com.br em 22 de maio.

A greve foi encerrada no dia 24 sob ameaças do judiciário, que impôs multa diária de R$100 mil aos grevistas que realizavam piquetes e mobilizações nos portões das garagens das empresas.

No dia 26 a greve nos transportes rodoviários foi deflagrada em Salvador – BA. Os trabalhadores atropelaram a direção do sindicato da categoria, que era contrário a paralisação e havia aceitado a proposta de 9% de reajuste feita pelos patrões, quando a categoria reivindica 15%. A greve causou grande impacto na capital e fez com que escolas, faculdades e o comércio interrompessem seu funcionamento.

No dia 27 os motoristas e cobradores do Rio de Janeiro realizaram mais uma jornada de paralisações, a terceira desde o dia 7 de maio. Os trabalhadores rodoviários da capital fluminense exigem reajuste salarial de 40%.

No dia 28, os ônibus de Florianópolis – SC amanheceram parados na paralisação de 24 horas deflagrada pelos rodoviários. A greve foi um protesto contra a demissão de 350 cobradores devido a implantação do sistema de catracas eletrônicas no transporte coletivo da capital. Cerca de cinco mil trabalhadores aderiram ao protesto.

Em 27/5, os trabalhadores metroviários de SP aprovaram em assembleia a paralisação nas linhas 1, 2, 3 e 5 do metrô da capital paulista a partir do dia 5 de junho.  Após cinco reuniões de negociação a empresa ofereceu 5,20% de reajuste. Os trabalhadores exigem 35,47% de reajuste salarial; 13,25% de reajuste no valerefeição; vale-alimentação de R$ 379,80 (atualmente é de R$ 247,69); plano de carreira; Metrus Saúde para aposentados; reposição do quadro de funcionários; e PR (participação nos resultados) igualitária. A assembleia debateu que no dia 4 de junho ocorreria uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho e, de acordo com o avanço das negociações, a greve poderá ser convertida em catraca livre (liberação do transporte sem que os passageiros tenham que pagar).

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja