Para sobreviver, sair do dólar

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O sistema monetário internacional que prevalece desde 1971, é ainda pior que o criado pelos Acordos de Bretton Woods, em 1944, meses antes de acabar a 2ª Guerra Mundial.

2 Esses acordos - que instituíram o Banco Mundial e o FMI - deram primazia ao dólar como moeda de reserva mundial, mas estabeleciam limite à tirania financeira angloamericana, porquanto os EUA se comprometiam a vender ouro em troca de dólares, à taxa fixa de US$ 35,00 por onça-troy (31 gramas).

3 Entretanto, em agosto de 1971, os EUA romperam oficialmente os acordos de Bretton Woods, que já descumpriam na prática, desde, pelo menos, 1968, ao dificultar, a entrega do ouro.

4 Não lhes foi difícil virar a mesa, a seu talante, uma vez que eram satélites dos EUA os países que acumulavam maiores saldos de transações correntes em dólares - como Japão, Alemanha e Itália, ocupados militarmente desde o final da Guerra.

5 A oligarquia financeira angloamericana visa exclusivamente ao poder mundial ilimitado e não acredita em ideologias. Usa qualquer uma, em qualquer lugar, que a ajude, conforme o momento, a avançar naquele objetivo.

6 Apesar de alvo das manobras angloamericanas de desestabilização, pois reclamara a conversão em ouro dos saldos em dólares acumulados pela França, De Gaulle manteve-se no governo até 1969, renunciando, ao ser derrotado em um referendo, pela primeira vez.

7 Esse tratamento, dado pela tirania imperial a De Gaulle, foi menos brutal que o dispensado a Saddam Hussein em 2003 e a Muamar Ghadáfi em 2011. Afinal, a França era potência nuclear e aliada, ademais de origem das tão traídas ideias democráticas, formalmente adotadas nos EUA.

8 Pela mesma tentativa, de livrar seus países da extorsão pelo dólar, Hussein e Ghadáfi foram assassinados, com seus filhos e famílias, e seus países destruídos por agressões militares genocidas.

9 Daí se infere a importância para o império de continuar obrigando suas vítimas a custear até as armas com que são trucidadas ou chantageadas.

10 Pode-se estimar o que está em jogo pela proliferação dos ativos financeiros em dólares. Os derivativos nessa denominação passam de US$ 500 trilhões.

11 Vê-se, ainda, a inflação do dólar comparando a taxa de conversão do ouro até os anos 60, e sua ascensão posterior no mercado: de US$ 35,00 por onça-troy ele foi para os atuais US$ 1.300,00.

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