Editorial - A ‘Copa das Copas’ e o fiasco petista

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A gerência do velho Estado semifeudal e semicolonial brasileiro pelo oportunismo eleitoreiro (PT/pecedobê) se apoia em três pilares: 1) a política econômica ditada pelo imperialismo, centrada em altas taxas de juros para atrair capitais especulativos e tudo para a produção de commodities (bens primários para exportação); 2) a política social nos moldes das “Políticas Compensatórias” do Banco Mundial, os programas assistencialistas para tapar a boca dos pobres e confiná-los em currais eleitorais, combinada com a mais brutal repressão contra os trabalhadores e pobres em luta no campo e na cidade; e 3) publicidade massiva, milionária e mentirosa de “realizações” de seu governo revestida pela chantagem eleitoral.

A gerente de turno Dilma Roussef agora não economiza em aparições públicas para mentir deslavadamente e anunciar medidas cosméticas. Recentemente veio anunciar a adição de 1% de biodiesel à mistura do óleo diesel vendido no país para reduzir importação do derivado de petróleo. Ora, se tivéssemos a tão alardeada (por Luiz Inácio) autossuficiência em petróleo, por que raios precisaríamos importar óleo diesel? Ademais, adicionar 1% de biodiesel ao diesel comum não refresca em nada a situação de milhares de camponeses estimulados a plantar mamona e pinhão manso, que depois assistiram à Petrobras comprar o biodiesel das empresas monopolistas de óleo de soja.

Quem acreditou no discurso de Dilma, cometido em 1° de Maio, deve estar imaginando que, em meio a tantas maravilhas realizadas, a onda de greves que se avoluma em todo o Brasil deve representar uma enorme ingratidão do povo para com tanta benevolência sua, ou então, como está na boca dos oportunistas eleitoreiros, são coisas da “direita”. E o que dizer dos protestos, revoltas populares, lutas camponesas e indígenas que se incrementaram?

A esse respeito, os insatisfeitos merecem todos os rigores da lei, que pode ser mudada ao sabor da vontade desses gendarmes do capital monopolista que entregam tudo que é nacional a qualquer um que pague uma ninharia, caso da mafiosa Fifa, que será dona do Brasil por vários meses, inclusive com direito de extraterritorialidade. E ainda insistem em dizer que a Copa da Fifa será boa para o Brasil.

Foram incapazes de aplacar os protestos populares contra a Copa através da cooptação mais descarada dos “movimentos sociais” oportunistas, com Gilberto Carvalho em seu périplo pelo país com seus desmoralizados “diálogos governo/sociedade civil” e sendo rechaçado por manifestações por onde passou. Invariavelmente, atrás dele surgiam jovens portando a faixa ‘Não vai ter Copa’. Fossem outros tempos, mandaria retirar a faixa dali com cacetadas, balas de borracha, gás pimenta e o que mais precisasse, mas como tinha que fazer pose de “democrático” para não melar a coisa mais ainda, teve que engolir.

E como não cooptaram os combativos movimentos populares, a poucas semanas da Copa incrementaram ainda mais o imenso aparato repressivo já mobilizado, oferecendo aos estados mais tropas das forças armadas, Polícia Federal e de sua guarda pretoriana, a Força Nacional de Segurança, diga-se de passagem, todos bem adestrados pelos mercenários da Blackwater. Ainda insatisfeitos, os secretários de segurança foram em caravana a Brasília clamando por leis mais duras para combater a alarmante espiral de delinquência. Em realidade uma cruzada para legalizar o terror de Estado por conter as ondas de protestos, tipificando como “crime hediondo” a inevitável e crescente reação violenta das massas populares, cuja paciência caminha para o fim. E não precisaria de nenhuma das palavras de acolhimento do senhor Renan Calheiros para que a ninguém reste dúvida do que será feito num congresso de ilustres bandidos.

Ao lado disso, os oportunistas promovem a mais vil chantagem eleitoral com o povo, ameaçando-o com a “volta ao passado” caso não seja referendado seu continuísmo na gerência do velho Estado. Chegam ao recurso mais sórdido de encenar uma sequência mostrando uma família feliz se arruinando em caso de derrota do PT.

E nada diferente disso se vê nas demais siglas do Partido Único, inclusive as de “oposição”, com suas demagogias de conveniência, todas comprometidas em servir sabujamente ao imperialismo, à grande burguesia e ao latifúndio.

E nada disso será capaz de deter os protestos da já vitoriosa consigna de ‘Não vai ter Copa’ e o boicote eleitoral no período seguinte. O brado de ‘Não vai ter Copa’ transcendeu, e ainda que a farra bilionária e corrupta siga, a festa que Luiz Inácio comprou caro para pavimentar a continuidade de sua turma no governo foi melada pelo povo combatente. Toda repressão, cooptação e chantagem será falha, porque não é mais possível escamotear a realidade e sua persistência nelas não fará outra coisa do que atirar mais lenha na fogueira.

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