AND agita feira popular em Rolim de Moura/RO

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Confraternização entre companheiros em feira popular de Rolim de Moura após brigada

Na noite do dia 21 de junho, um sábado, a grande feira popular de Rolim de Moura, em Rondônia, foi sacudida por uma animada brigada de divulgação do jornal A Nova Democracia. Mais de 30 camponeses, estudantes e professores, com bonés e bandeiras da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), distribuíram cerca de 300 edições antigas do AND para feirantes e seus clientes, a maioria trabalhadores da cidade.

Estes homens e mulheres, crianças, jovens e adultos estavam participando de um curso de formação política da LCP que reuniu representantes de várias áreas e acampamentos em luta pela terra. O curso elevou a compreensão e organização dos camponeses e apoiadores que constroem a duras penas a Revolução Agrária, sem ilusões com a farsa das eleições, com o Incra e todos órgãos do velho Estado, com movimentos pelegos que vendem a luta popular por carguinhos burocráticos. Este espírito elevado foi materializado na brigada. Os participantes foram em passeata do curso até a feira, organizados em fileiras, agitando bandeiras e cartazes, gritando palavras de ordem e cantando músicas de protesto.

Quando chegaram na feira, todas as pessoas olhavam com curiosidade e estranhamento. Um grupo com bandeiras e bonés iguais, distribuindo material escrito podia dar a impressão de propaganda de alguma loja ou candidato. Mas não pareciam estar ali em troca de uma diária. A firmeza com que agitavam as bandeiras, o olhar aceso era de quem tinha algo importante para dizer, e de quem acreditava no que estava dizendo.

Alguns confundiram a brigada com movimentos ligados ao PT, PCdoB e outros partidos oportunistas que usam a cor vermelha nas bandeiras, símbolos e nomes da luta do povo, como trabalhador, operário, democracia, popular, nacional, socialista, comunista. Mas na prática tudo o que fazem é contra o povo e a luta revolucionária e democrática. A maioria das pessoas abria um largo sorriso quando os brigadistas falavam que eleição não muda nada, que o jornal defendia o boicote à farsa das eleições e que só com luta conquistamos nossos direitos. “Ah, sendo assim eu quero um jornal”, muitos disseram. Um morador perguntou: “Têm certeza que o PT não soprou nada do que está escrito aqui para vocês?” Um camponês respondeu: “Por isso que pedimos as pessoas para lerem o jornal. Elas vão ver que é um jornal diferente, que fala a verdade, critica todos estes partidos que estão aí, não recebe verba de nenhum deles, de governo ou grande empresário ou latifundiário algum.”

Uma feirante perguntou: “Neste jornal está falando mal da Copa? Então me dá um.” Uma professora pediu mais um exemplar para seu irmão. Uma senhora falou: “Eu já estou velha, talvez não veja, mas se vocês seguirem firmes na luta podemos ter um Brasil melhor.” Muitas pessoas foram até os brigadistas pedir um jornal, perguntar o que era a LCP, porque os camponeses estavam ali, o que queriam, quem era Renato e Dr. Saibaba, estampados em cartazes.

Um camponês que estava na feira disse: “Aqui está o número do meu celular. Quando vocês forem tomar alguma terra por aqui, por favor me avisem. Já fiquei anos em acampamento do MST e o Incra só enrolava. Mas eu animo participar de um movimento organizado e de luta como o seus. Preciso de terra para trabalhar”.

Os jornais foram poucos e acabaram rapidamente. Então os brigadistas se reuniram numa animada roda de música. Apareceu um artista popular, um repentista, que assumiu o violão e criou na hora uma canção que falava: “LCP, LCP, Revolução Agrária pra você”. O encerramento foi com uma rodada de pastel e suco de laranja.

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Brigada do AND em Ariquemes

Outra brigada do jornal ocorreu na “Feira do Produtor”, na cidade de Ariquemes - RO. Duas apoiadoras do AND distribuíram edições antigas aos feirantes e consumidores. Também puderam perceber o rechaço à farsa das eleições, à Copa da Fifa e à contrapropaganda do monopólio dos meios de comunicação contra a justa rebelião das massas. Um senhor disse: “O povo está certo de quebrar banco, ônibus, assembleia legislativa. Não é vandalismo. Bandidos são os políticos”. Outro disse que os papéis que os candidatos distribuem deveriam mudar de nome, ao invés de ‘santinho’ devia se chamar ‘capetinha’.

Ano passado, quando estourou a revolta popular em todo o Brasil, a Sra. Dilma Roussef disse que a Copa da Fifa não está tirando recursos da saúde nem da educação, que o dinheiro público emprestado será pago com juros. Mas as apoiadoras do AND em Ariquemes conseguiram uma informação que desmente a gerente federal. Camponeses das áreas Canaã, Raio do Sol e Renato Nathan 2 estão em luta por uma escola de 1º ao 5º ano dentro das áreas e se reuniram com a secretária de educação para reivindicar este direito. Durante esta conversa a secretária disse a eles que a prefeitura fez um projeto para comprar 25 ônibus escolares para o município, o Banco do Brasil aprovou o financiamento, mas o BNDS deveria ser o avalista. Há vários meses a prefeitura aguarda uma resposta positiva, mas até agora nada. Mas dinheiro pra Copa e pras grandes obras do PAC tem de sobra.

Uma feirante se dispôs a distribuir o jornal em sua banca só porque é contra as eleições. Ela e a colega do lado reclamaram muito das condições de trabalho. Ela relatou cheia de revolta: “A prefeitura nos tirou de dentro do barracão e nos colocou aqui no estacionamento, improvisado. Disseram que era para fazer reformas que iam melhorar nossas condições de trabalho e o atendimento aos clientes. Prometeram ainda que em dois meses tudo estaria pronto, mas estamos aqui há um ano. E nada melhorou. Esta poça de água, a gente abriu uma valetinha e sempre puxamos a água, mas ela não acaba. A prefeitura podia muito bem jogar areia ou brita, mas não faz nada e ainda manda o fiscal sanitário pra nos humilhar e multar. A água apodrece, fede, é criadouro do mosquito da dengue e eles querem nos culpar. Os políticos só sabem cobrar do povo, mas eles são os maiores culpados”.

Outro comerciante, dono de uma barraquinha de sorvete, contou às brigadistas que trabalhou em Jirau. Coincidentemente a edição que ele recebeu noticiava o assassinato de um operário desta obra. Ele contou que conheceu o operário e confirmou as péssimas condições de trabalho e reiterados descumprimentos de leis trabalhistas pela Camargo Correia, uma das grandes empreiteiras responsáveis pelas obras.

Outra boa notícia é que está sendo montado um comitê de apoio do jornal AND também em Ariquemes. Eles estão planejando fazer campanha de assinaturas, distribuição das edições em bancas de revista e brigadas com atividades culturais para chamar atenção da população.

“Temos obrigação de divulgar a verdade.”

Voltando à brigada de Rolim de Moura, quando retornaram ao local do curso de politização da LCP, os camponeses e apoiadores fizeram uma avaliação. Vários camponeses confessaram que no início achavam que ninguém ia querer pegar o jornal, que a maioria das pessoas não ia se interessar por nossas idéias. Foi bastante debatido que de fato os monopólios dos meios de comunicação martelam mentiras todos os dias na cabeça das pessoas, como “a crise não atingiu o Brasil”, “somos a bola da vez, ainda mais com a Copa e as Olimpíadas”, “o povo inteiro está torcendo para a seleção”, “os protestos violentos são feitos por minoria de vândalos”, “manifestação só pode ser pacífica”, “sem-terra só pega terra pra vender” e “o povo tem que aprender a votar”. É uma verdadeira lavagem cerebral que afeta a opinião pública. Mas cada vez mais pessoas rechaçam as manipulações da Rede Globo e sua laia. O grande líder soviético Lenin disse que “a realidade é teimosa”. Quando desligam a TV ou o rádio, o que o operário, o camponês, o estudante, o professor e o pequeno comerciante veem a sua volta é só sofrimento e isto os empurra pra luta.

As mentiras do monopólio das comunicações são como uma cortina de fumaça que cega o povo. A propaganda da verdade, como o jornal AND e sua divulgação ativa, como as brigadas em Rolim de Moura e Ariquemes, espalham esta fumaça e ajudam a clarear a visão de quem realmente pode transformar a realidade do Brasil. Líderes da LCP incentivaram os camponeses a comprar o jornal, ler e divulgar para os vizinhos e amigos, ingressarem nos comitês de apoio do AND e em outras brigadas de divulgação. A propaganda ativa do jornal ajuda aos que ainda estão iludidos a enxergarem a verdade.

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