Israel lança terror sobre Gaza (de novo)

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Grafite em apoio ao povo palestino feito na Galícia, região autônoma do Estado espanhol

Em 7 de julho, o Estado genocida de Israel dava início a nova, covarde e sanguinária série de bombardeios contra a Faixa de Gaza. Na madrugada do dia 8 para o dia 9 de julho, entrando no segundo dia da operação “Margem Protetora”, o sionismo disparou contra a Faixa de Gaza nada menos do que 160 mísseis, matando pelo menos 25 palestinos, entre eles muitas crianças. Ao cair da noite do dia 9, uma quarta-feira, os mortos em Gaza devido aos bombardeios de Israel já eram 53.

As imagens que rapidamente passaram a circular na internet são revoltantes, de uma bestialidade sem limites. Crianças com os corpos estraçalhados, membros amputados, pais e mães em desespero, milhares de pessoas feridas, residências e prédios públicos reduzidos a escombros.

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Um dos bombardeios assassinos levados a cabo pelos sionistas

Naquele 9 de julho, em entrevista à emissora de TV ianque CNN, o genocida Shimon Perez, prêmio Nobel da Paz da ONU, chefe de Estado sionista que uma semana antes esteve em Washington recebendo uma medalha de ouro do congresso ianque, anunciou que mais e mais mortes estão por vir, afirmando que uma invasão terrestre da Faixa de Gaza pelo exército de Israel é uma questão de tempo e que mais de 30 mil soldados estavam de prontidão apenas aguardando uma ordem para isso.

Em 10 de julho, enquanto o Conselho de Segurança das Nações Unidas realizava uma reunião de “emergência” em Nova York “sobre a escalada da violência entre Israel e o Hamas”, o número de mortos pelos bombardeios do sionismo na Faixa de Gaza já ultrapassava a barreira dos 80, enquanto que o de feridos já passava a marca dos 800. Ainda assim, o secretário-geral desse balcão de negócios do imperialismo, Ban Ki-moon, não titubeou, honrando a tradição do cargo que ocupa, com a seguinte declaração: “condeno firmemente os múltiplos ataques com foguetes de Gaza para Israel. Tais ataques são inaceitáveis e devem parar”.

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Palestinos fugindo de ataque

As imagens do monopólio da imprensa, que mostram os mísseis cruzando o céu de Gaza, quase chega a afirmar que os “ataques cirúrgicos” de Israel só provocam sons e fumaça. As lentes do imperialismo registram sirenes tocando em Tel Aviv e israelenses correndo para abrigos antiaéreos e seus únicos (até então) dois feridos.

As imagens de Gaza mostram centenas de pessoas correndo após explosões dos bombardeios indiscriminados e crianças mutiladas. Mostram o genocídio e o sangue que Israel quer ocultar a todo custo, assim como fez em 2008, quando seus bombardeios assassinos mataram mais de 1.400 palestinos (mais da metade mulheres e crianças), mutilaram mais de seis mil pessoas, e deixaram dezenas de milhares de desabrigados. Naquela ocasião, apenas 13 israelenses morreram, sendo dez deles militares.

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Confrontos contra as forças de repressão de Israel

No sétimo dia de bombardeios em Gaza, o número de mortos passava dos 187 (sendo 31 crianças) e os feridos passavam dos 1.280. Contabilizava-se 17 mil palestinos desabrigados. Mais de 1.300 mísseis israelenses já haviam atingido o território palestino. E, durante a cobertura dos protestos no Brasil em solidariedade ao povo palestino, uma mulher de origem palestina alertou nossa reportagem que os números de mortos e feridos em Gaza devem ser multiplicados não por dez, mas por mil. Somente então poderemos ter a real dimensão do genocídio em curso.

Em 15 de julho, Israel anunciou haver aceitado uma proposta de cessar fogo apresentada pelo governo do Egito, para que os bombardeios cessassem a partir das 9 horas daquele dia, proposta negada pelo Hamas, que sequer havia sido consultado. A liderança do Hamas afirmou não aceitar cessar fogo sem falar do fim do bloqueio contra a Faixa de Gaza e sem a garantia do povo palestino poder viver com dignidade e segurança.

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Manifestação de solidariedade na África do Sul

Notícias veiculadas por almanar.com.lb informam que, mesmo enfrentando o exército sionista equipado e financiado pelo imperialismo, principalmente o ianque, os foguetes da resistência palestina rompem o bloqueio antimísseis da chamada “cúpula de ferro” de Israel e atingiram, até o fechamento dessa edição, mais de 70 alvos do agressor.

Em um discurso dirigido ao povo palestino no dia 14 de julho, o vice-presidente do Birô Político do Hamas, Ismail Haniyeh, declarou:

“Estamos hoje diante do dever de defender nossa terra, nossa gente, nossa pátria e nossa dignidade e também nosso orgulho. O futuro de nossas gerações depende dessa guerra imposta pelo inimigo sionista.”

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Enterro de 4 crianças assassinadas em praia de Gaza

Ismail Haniyeh também denunciou que “os ocupantes israelenses têm violado todos os acordos de trégua firmados no Egito em 2012, uma vez que tem mantido o bloqueio, anulado as seis milhas permitidas para a navegação dos pescadores palestinos e têm reinstaurado a zona fronteiriça proibida. Têm levado a cabo bombardeios contra as infraestruturas do povo palestino e, por fim, lançado uma declaração de guerra contra o povo palestino em Gaza”. Haniyeh saudou o povo palestino por sua paciência, sua guerra de resistência e seus mártires, que “têm aberto uma nova página na história do povo e da nação palestina”.

As imagens veiculadas desde o território palestino, principalmente pela internet, mostram, além do terror, a resistência indômita e o heroísmo infinito de um povo e sua juventude que nunca se renderam, que enfrentam tanques e mísseis com foguetes e pedras, com seus rostos cobertos, enfrentando a besta imperialista e o Estado genocida de Israel. Imagens de jovens que se lançam contra blindados mostrando a resolução de um povo decidido a expulsar os invasores imperialistas. Nos hospitais de Gaza, mesmo feridas, as bravas crianças palestinas, ensanguentadas, fazem o sinal do V de Vitória.

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Londres, Inglaterra

Os povos da Síria e Líbano também se levantam em solidariedade ao povo palestino e contra o Estado genocida de Israel lançando foguetes em defesa da Faixa de Gaza.

Em todo mundo, milhares de pessoas tomaram as ruas. Na Alemanha, Turquia, Marrocos, Inglaterra, Itália, Grécia, Espanha, Iêmen, Líbano, Síria, USA, Chile, Brasil e vários outros países ocorreram manifestações em solidariedade ao povo palestino, condenando os bombardeios genocidas de Israel.

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Berlim, Alemanha

Os bombardeios assassinos prosseguiam até o fechamento dessa edição de AND. Na manhã de 16 de julho o número de palestinos mortos passava dos 200 e o governo sionista havia publicado um “alerta” para que cem mil palestinos deixassem suas casas nesse mesmo dia, anunciando que intensificaria os bombardeios.

AND seguirá divulgando  e atualizando em sua página no Facebook as notícias dos ataques genocidas de Israel contra a Faixa de Gaza e da heroica resistência palestina, bem como as manifestações em todo o planeta contra os crimes de guerra cometidos por Israel e pelo imperialismo.

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Belo Horizonte (MG), Brasil
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