Iraque: o imperialismo na areia movediça

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Veículo iraquiano atingido

O Iraque atual está dilacerado por escaramuças, ataques, contra-ataques e matanças em um cenário de recrudescimento da violência aos níveis dos dias mais sangrentos sob a ocupação das potências estrangeiras, USA à frente. Esse Iraque é ao mesmo tempo imagem e espelho de um mundo no qual pululam em várias nações e regiões do planeta o aumento das tensões políticas e guerras civis repletas de nuances que muitas vezes extrapolam o antagonismo fundamental entre a invasão estrangeira as lutas de libertação nacional. Povos inteiros estão padecendo com os horrores produzidos pelas disputas entre forças reacionárias, algumas vezes abertamente fascistas, em concorrência seja pela subjugação do país à potência de sua, digamos, “preferência”, seja por domínios políticos e/ou territoriais que lhe garantam maior poder de negociação com o imperialismo - o imperialismo, fator fundamental e pai de todas as situações que ora corroem países como Síria, Ucrânia e o próprio Iraque.

Lá, no Iraque, o USA agora tenta desesperadamente controlar o crescimento e o avanço da força reacionária Estado Islâmico do Iraque e da Síria, cuja ascensão espalhando o terror por todo o território iraquiano é filha legítima da invasão imperialista iniciada há mais de 10 anos. Invasão esta que, igualmente, espalhou o terror entre o povo daquela nação, enforcou seu presidente e dilacerou um Estado soberano cujas estruturas burocráticas instauradas a seguir hoje se esvaem entre os dedos dos ianques e dos oportunistas como areia do deserto, que se acumula sob seus pés como a areia movediça dos conflitos sectários açulados pelo próprio invasor estrangeiro que ora assumem a forma de uma guerra civil sem fim entre o “Estado” sunita e o Estado formal liderado pela elite xiita, representada em última instância por Nuri al-Maliki.

A própria força que o Estado Islâmico do Iraque e da Síria ora demonstra no território iraquiano, controlando já um terço dele (inclusive cidades-chave como Falluja, Mossul e Tikrit, bem como importantes campos de produção de petróleo), é consequência da uma outra e mais recente guerra civil instigada por disputas imperialistas, a da Síria, onde o USA colocou suas mãos para desestabilizar o gerenciamento Assad, próximo a Moscou, visando substituí-lo por outro mais afável aos interesses do imperialismo ianque.

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