Gaza resiste ao invasor sionista!

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Em 29 de julho, um dia após o genocida Benjamin Netanyahu ter anunciado uma “ofensiva prolongada” de Israel contra Gaza, bombardeios assassinos voltaram a atingir a heroica estreita faixa de terra que resiste aos ataques do cão de fila do imperialismo ianque.

Estima-se que mais de 110 palestinos, muitos deles crianças, foram assassinados em 24 horas nos bombardeios iniciados na madrugada do dia 29 que atingiram 76 alvos, entre residências, hospitais, prédios públicos e mesquitas, todos noticiados como “instalações de terroristas” e “túneis” pelos porta-vozes de Israel fascista. Até o fechamento desta edição, mais de 1.500 palestinos já haviam sido mortos pelos bombardeios israelenses. Estima-se que mais de 200 mil estejam desabrigados (mais de 10% da população da Faixa de Gaza).

Um trabalhador palestino morador de Rafah, falando para a Radio France International, resumiu o sentimento cotidiano da sua gente ante a barbárie promovida por Israel: “Aqui ficamos sempre à espera da nossa bomba. A bomba que vai destruir a nossa casa”. Gaza é uma das regiões com maior densidade populacional do mundo, com uma média de 4.500 habitantes por quilômetro quadrado.

Em 22 de junho, após 15 dias de ininterruptos de bombardeios, 121 crianças já haviam sido assassinadas por Israel, sendo que 80 delas tinham menos de 12 anos de idade. Pelo menos 904 outras crianças ficaram feridas, a maioria com terríveis mutilações.

Em 28 de julho, as tropas invasoras israelenses bombardearam um parque próximo ao litoral de Gaza e o Hospital de As Shifa no primeiro dia do feriado muçulmano que marca o fim do Ramadan. O bombardeio no parque atingiu um espaço de recreação onde estavam várias crianças com suas famílias. Segundo o canal Al Mayadin, a aviação israelense bombardeou esse lugar duas vezes assassinando dez crianças que tiveram seus corpos destroçados.

Organizações civis independentes estimam em 107 mil o número de crianças que precisam de tratamento especializado pelo trauma que sofreram ao vivenciar ataques que mataram suas famílias ou destruíram suas casas.

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Palestinos carregam vítima de ataque israelense

Muitos palestinos desabrigados pela agressão sionista procuram uma das 69 escolas da Faixa de Gaza habilitadas como refúgio da ONU. No dia 22 de julho, entretanto, Israel bombardeou justamente uma dessas escolas-refúgio.

Na manhã de 29 de julho, o crime dos sionistas se ampliou. Disparos de um tanque israelense atingiram o depósito de combustível da usina que fornece energia para dois terços da Faixa, deixando a Cidade de Gaza e várias outras partes território palestino sem luz. Essa usina já havia sido alvo de bombardeio israelense uma semana antes e operava com cerca de 20% de sua capacidade, o que garantia apenas algumas horas por dia de eletricidade para os moradores da região.

Mas nada disso faz retroceder o heroico Povo Palestino que resiste em seu território impondo baixas ao invasor. Desde o início da invasão por terra das tropas Israelenses, apesar do genocídio provocado pelos bombardeios que prosseguem, as forças sionistas são alvo constante de ataques dos guerrilheiros da resistência. A partir de 18 de julho, cerca de 60 militares invasores israelenses foram aniquilados pela resistência. Algumas dessas baixas sionistas foram alcançadas com o lançamento certeiro de um foguete contra um tanque sionista que participava do cerco a Gaza na localidade de Beit Hanun, e outros quatro veículos militares blindados com bandeira de Israel foram mandados pelos ares pela brava resistência em território palestino.

Em 28 de julho, o dirigente do Hamas, Jalid Meshaal, declarou que a Resistência Palestina está disposta a “lutar uma semana, duas semanas, um mês, dois meses e mais até que se levante o bloqueio contra a Faixa de Gaza” e que “nada poderá desarmar a Resistência”.

Jalid Meshaal afirmou que a Resistência não aceitará “nenhum acordo sem o levantamento do bloqueio. “Nos negamos qualquer acordo humilhante ao povo palestino. O bloqueio está matando mais pessoas que essa guerra. Se nosso povo demanda a vida, ninguém tem direito de privá-lo de seu direito a vida”.

“Gaza está há oito anos sob bloqueio e resistindo. Nosso povo, nossa resistência e nossos mártires são nosso orgulho. Apesar das vitórias logradas pela Resistência, Sr. Ban Ki-moon, nosso povo é a vítima e não Israel” — destacou o dirigente do Hamas.


O herói dos túneis de Gaza

Traduzido de almanar.com.lb
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Jovem atira pedras contra soldados sionistas em Nablus, 18 de julho

Quem é o comandante de um grupo militar do Hamas que se converteu em um herói da batalha de túneis em Gaza e que o exército israelense tenta localizar?

Se trata de Abu Jalid, cujo nome verdadeiro é Mohammed Diab Ibrahim Masri.

Ele nasceu em Jan Yunis, 1965, numa família humilde na cidade palestina de Qibya. Estudou ciências na Universidade Islâmica de Gaza, onde se uniu ao Hamas.

Nas fileiras do movimento palestino, foi um dos homens mais proeminentes sobre aquele território. Foi preso pelas autoridades israelenses em 1989 e passou 18 meses na prisão. Depois de sua libertação, se uniu as Brigadas Izzeddin al Qassam, organização militar do Hamas.

Em 2000, foi preso pela Autoridade Palestina com base em um acordo firmado entre ela e Israel, mas logrou escapar. Está desaparecido desde então e se converteu em uma espécie de “fantasma” aos olhos dos israelenses.

Ele participou de várias operações contra Israel e sobreviveu a quatro tentativas de assassinato, numa das quais perdeu um olho e foi ferido em suas pernas. Em 2012, após o assassinato de Ahmed Yabari, assumiu a liderança da organização militar do Hamas e passou este tempo longe dos olhos do público.

Solidariedade ao Povo Palestino

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No dia 19 de julho, em Paris, capital da França, centenas de jovens combativos desfilaram em solidariedade ao Povo Palestino enfrentando a proibição do governo François Hollande. Tomaram as ruas e responderam a repressão das tropas do governo com pedras e coquetéis molotov. Bandeiras de Israel foram rasgadas e queimadas sob aplausos da multidão. A polícia política de Hollande recorreu a bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar os manifestantes. As escaramuças entraram pela noite em vários bairros dos subúrbios da capital. Quatorze policiais ficaram feridos e 38 pessoas foram presas.

O governo Hollande havia decretado a proibição de qualquer manifestação de solidariedade aos palestinos no país sob pena de seis meses de prisão e multa de 7.500 euros para quem descumprisse o ditame. Tal proibição gerou maior revolta do povo, que se levantou em várias cidades: 4.000 pessoas se manifestaram em Lyon, 3.000 em Marselha e pelo menos 1.300 nas cidades de Estrasburgo e Lille.

Milhares de pessoas também foram às ruas em Londres (Inglaterra), Estocolmo (Suécia), Bruxelas (Bélgica), Viena (Áustria) e Amsterdã (Holanda).

No dia 19, em Santiago, Chile, mais de 20 mil pessoas se manifestaram em apoio à Resistência Palestina.

E também em território Israelense, segundo a Palestine TV, no dia 26 de julho, cerca de cinco mil pessoas se reuniram na cidade de Tel Aviv em um protesto contra a agressão a Faixa de Gaza. Apesar da intensa campanha fascista que imprensa reacionária de Israel faz para produzir opinião pública a favor do massacre, milhares de israelenses não adeptos do sionismo solidarizam-se com o Povo Palestino.

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